Loja é condenada a pagar R$ 20 mil por obrigar funcionário negro a cortar cabelo e barba

Uma loja foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais após exigir que um funcionário negro cortasse o cabelo e a barba. O caso, divulgado pelo portal Tribuna do Sertão, ocorreu sem qualquer embasamento sanitário ou higiênico, segundo relato da vítima.

O trabalhador afirmou que foi levado a uma barbearia para atender à ordem do empregador, que não apresentou justificativa plausível para a medida. Para a Justiça, a exigência configurou tratamento discriminatório, atingindo a dignidade e a identidade do funcionário.

A decisão reforça um cenário em que o Judiciário vem punindo empresas por práticas abusivas. Casos semelhantes, como a condenação da Equatorial por apagão e das Casas Bahia por defeito em TV, mostram que o consumidor e o trabalhador têm encontrado respaldo nos tribunais.

O valor da indenização, fixado em R$ 20 mil, pode ser ampliado em instâncias superiores, caso a loja recorra. A tendência é que o caso sirva de alerta para outras empresas que insistem em impor padrões estéticos sem base legal ou sanitária.

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