Ambientes digitais mais seguros não nascem de uma única medida, mas de um esforço conjunto da sociedade. A avaliação dominou a audiência pública da Comissão de Educação e Cultura (CE) nesta quinta-feira (20), que discutiu democracia nas redes sociais e estratégias para enfrentar a desinformação.
O encontro, realizado no Senado, reuniu os chamados “jovens senadores” — estudantes que simulam a atividade parlamentar — e reforçou que a responsabilidade não é só das plataformas ou do poder público. A participação ativa de cada cidadão foi apontada como peça-chave para reduzir o alcance de notícias falsas.
A discussão ecoa um alerta que já circula em outros setores: a segurança digital é vital para a economia, como defendeu o presidente da Firjan em declaração recente. O debate também se conecta a preocupações práticas, como o endividamento de motoristas de aplicativo, que muitas vezes são alvos de golpes online.
Enquanto isso, órgãos reguladores seguem de olho em influenciadores e produtos que circulam nas redes, como mostrou o caso da Anvisa com a marca Ypê. A mensagem central da audiência, porém, é simples: sem engajamento coletivo, qualquer política de combate à desinformação tende a fracassar.
O próximo passo esperado é a elaboração de propostas concretas a partir das sugestões dos jovens participantes, que devem ser encaminhadas à comissão para análise e possível tramitação.
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