Alagoas tem pior nível de ocupação do país, aponta PNAD Contínua; pré-candidato propõe novo modelo de desenvolvimento

Um estudo divulgado pela PNAD Contínua, do IBGE, revela que Alagoas tem o pior nível de ocupação do país: apenas 47,5% da população em idade de trabalhar está ocupada. O dado acende alerta para a economia local e coloca o mercado de trabalho alagoano no centro do debate político. Em resposta, o pré-candidato ao governo estadual, João Henrique Caldas (JHC), apresentou uma proposta de desenvolvimento moderno e eficiente para reverter o cenário.

O levantamento, que considera o quarto trimestre de 2025, mostra que Alagoas amarga a última posição no ranking nacional de ocupação. Enquanto a média brasileira gira em torno de 57%, o estado registra quase dez pontos percentuais abaixo, evidenciando a dificuldade de gerar empregos formais e informais para a população. Especialistas apontam que a baixa escolaridade, a concentração em setores de baixa produtividade e a falta de investimentos em infraestrutura são fatores que explicam o fraco desempenho.

Proposta de modernização econômica

Diante dos números, JHC defende um modelo de desenvolvimento que una tecnologia, qualificação profissional e atração de investimentos. Em declarações recentes, o pré-candidato afirmou que é preciso “sair do atraso” e criar condições para que Alagoas se torne competitiva, com foco em setores como turismo, energias renováveis e agronegócio. A proposta inclui ainda a modernização da máquina pública e a simplificação de processos para estimular o empreendedorismo.

O cenário alagoano reflete um problema estrutural do Nordeste, que historicamente enfrenta taxas de desemprego superiores à média nacional. No entanto, a posição de Alagoas como lanterna acende um debate sobre a eficácia das políticas públicas adotadas nos últimos anos. Enquanto estados vizinhos, como Pernambuco e Ceará, avançaram em indicadores de ocupação, Alagoas segue estagnado, o que reforça a necessidade de um choque de gestão.

Panorama político e eleitoral

A discussão sobre o mercado de trabalho ganha contornos eleitorais, já que JHC é um dos nomes cotados para a disputa pelo governo estadual em 2026. Pesquisas recentes, como a que apontou empate técnico entre ele e o ex-governador Renan Filho, indicam que a economia será um dos temas centrais da campanha. A população, que sofre com a falta de oportunidades, tende a cobrar propostas concretas dos candidatos.

O estudo da PNAD Contínua também dialoga com outras preocupações sociais, como a subnotificação de crimes contra a população LGBTQIAPN+ em Alagoas, que já foi alvo de reportagens do Republica do Povo. A precariedade do mercado de trabalho pode agravar vulnerabilidades, tornando ainda mais urgente a adoção de políticas integradas de desenvolvimento e proteção social.

Enquanto isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) já demonstrou rigor na fiscalização de pesquisas eleitorais, como no caso da Vox Brasil, que teve divulgação proibida. Esse contexto reforça a importância de dados oficiais, como os do IBGE, para embasar o debate público.

A proposta de JHC de um “modelo de desenvolvimento moderno e eficiente” será testada nas urnas, mas também exigirá, se eleito, capacidade de articulação com o governo federal e o setor privado. A superação do pior índice de ocupação do país não depende apenas de promessas, mas de um plano consistente que ataque as raízes do problema.

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