A Enel Rio acendeu o alerta: Duque de Caxias e São Gonçalo lideram o ranking de furto de energia na área de concessão da distribuidora. Só no primeiro semestre deste ano, foram 102 ocorrências policiais registradas, um número que escancara o tamanho do problema na Baixada Fluminense.
O levantamento, divulgado pela própria companhia, aponta que as duas cidades concentram a maior parte das ações de ligações clandestinas e adulteração de medidores. A prática, além de crime, sobrecarrega a rede elétrica e eleva a conta de quem paga em dia — um clássico prejuízo que acaba no bolso do consumidor honesto.
Segundo a Enel, as equipes de fiscalização intensificaram as operações na região, mas o desafio é grande: o furto de energia, conhecido como ‘gato’, movimenta esquemas que vão desde residências até grandes estabelecimentos comerciais. A distribuidora estima que o prejuízo anual com o crime chegue a cifras milionárias, o que reforça a necessidade de denúncias anônimas.
O caso, embora seja do Rio de Janeiro, serve de termômetro para o debate nacional sobre perdas técnicas e comerciais no setor elétrico. Em Alagoas, a discussão sobre eficiência energética e combate a fraudes também costuma pautar a agência reguladora e as distribuidoras locais, especialmente em ano pré-eleitoral, quando o tema vira munição para discursos de modernização e segurança pública.
O próximo passo esperado é que a Enel apresente um balanço detalhado das ações de recuperação de receita e das parcerias com as polícias Civil e Militar para desarticular as quadrilhas especializadas. Resta saber se a pressão por resultados vai se traduzir em menos ‘gatos’ e mais justiça tarifária para o consumidor.
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