Renan Santos propõe Zonas Econômicas Especiais no Nordeste e mira geração de empregos com regime tributário e trabalhista diferenciado

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu, durante agenda em Maceió nesta quinta-feira (20), a criação de Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) no Nordeste, com redução de impostos e um regime trabalhista específico para empresas que se instalarem nessas áreas. A proposta foi apresentada em coletiva de imprensa na capital alagoana e integra o plano do candidato para impulsionar a economia regional e gerar empregos.

Na coletiva, Renan Santos detalhou que a iniciativa teria como foco atrair empresas de outras regiões do Brasil e do exterior, priorizando a instalação de indústrias e o aproveitamento da mão de obra local. “Nós vamos criar aqui, na região Nordeste, zonas econômicas especiais. Ou seja, serão zonas com impostos mais baixos, com regime trabalhista especial, que vai permitir que empresas se instalem para que a gente possa produzir, especialmente manufaturas, utilizando a mão de obra local”, afirmou o candidato, que cumpriu agenda acompanhado de apoiadores e lideranças locais.

Zonas Econômicas Especiais e o impacto no desenvolvimento regional

A proposta das ZEEs, segundo Renan Santos, busca aumentar a atividade econômica e a geração de empregos na região com a entrada de novos investimentos. “[A ideia é] fazer com que empresários não só daqui, mas de outras regiões do Brasil e até de fora se instalem, aumentando a complexidade da região e, assim, fazendo as pessoas ficarem mais ricas”, disse. O modelo, inspirado em experiências internacionais, prevê benefícios fiscais e flexibilização de regras trabalhistas como forma de atrair capital produtivo para o Nordeste, uma das regiões com maior potencial de crescimento do país, mas que ainda enfrenta desafios históricos de infraestrutura e renda.

Especialistas apontam que a criação de ZEEs pode ser um instrumento eficaz para reduzir desigualdades regionais, mas alertam para a necessidade de garantir que os benefícios cheguem à população local e que haja contrapartidas em termos de qualificação profissional e sustentabilidade. A proposta de Renan Santos se soma a um debate mais amplo sobre políticas de desenvolvimento regional, que ganha relevância no cenário eleitoral de 2026, quando candidatos de diferentes espectros políticos apresentam planos para o Nordeste.

Lei de Responsabilidade Gerencial e metas para municípios

Durante a coletiva, Renan Santos também anunciou a intenção de criar uma Lei de Responsabilidade Gerencial, que estabeleceria metas para as administrações municipais. Pela proposta, prefeitos que atingissem os objetivos teriam acesso a mais recursos, enquanto gestores que não cumprissem as metas poderiam sofrer sanções, inclusive a perda de direitos políticos. Entre os indicadores citados pelo candidato estão a atração de empresas, a geração de empregos formais e a redução da dependência de programas assistenciais.

A medida, segundo o candidato, visa incentivar a eficiência na gestão pública e promover o desenvolvimento local. “A política assistencial precisa continuar existindo. Agora, ela varia de remédio para veneno de acordo com a dose, e essa dose já cruzou muitas linhas”, afirmou, ao defender que benefícios de transferência de renda sejam mantidos para famílias em situação de vulnerabilidade, mas que haja mecanismos para estimular a autonomia econômica.

Renan Santos também afirmou que não pretende acabar com benefícios destinados a famílias de baixa renda sem condições de trabalhar ou que vivam em municípios com pouca atividade econômica. “Uma família de baixa renda que mora em uma cidade sem atividade econômica, ou uma mãe de três filhos sem a presença do pai, não tem muito o que fazer”, disse. Para beneficiários considerados aptos ao trabalho, entretanto, ele propõe a criação de frentes de serviço com participação do governo federal em áreas como manutenção urbana e infraestrutura.

O cenário político para 2026 já movimenta os bastidores em todo o país, com candidatos à Presidência intensificando agendas em estados estratégicos. A visita de Renan Santos a Alagoas, um dos principais polos eleitorais do Nordeste, reforça a importância da região no debate nacional. Enquanto isso, outros presidenciáveis também aceleram gravações para a propaganda eleitoral e buscam consolidar alianças, como mostram os bastidores da campanha.

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