Justiça do Rio autoriza cremação de vítimas colombianas de queda de helicóptero na Floresta da Tijuca

A Vara de Registros Públicos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou, nesta semana, a cremação dos corpos de Dayan Sofia Murillo Manrique, Lida Rocio Cubillos Cardenas e Wendy Yolani Manrique Cubillos, as três colombianas da mesma família que morreram na queda de um helicóptero em 8 de agosto, na região da Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca. A aeronave explodiu após cair na mata, e o piloto também faleceu no acidente. A decisão judicial foi tomada após a conclusão dos laudos de necropsia pelo Instituto Médico Legal (IML) e com manifestação favorável do Ministério Público estadual.

De acordo com a juíza Raquel Santos Pereira Chrispino, responsável pela decisão, os exames realizados afastaram a necessidade de novas perícias e não havia pendências de diligências por parte da autoridade policial. A autorização judicial é obrigatória em casos de morte decorrente de acidente, conforme a legislação brasileira. O documento emitido pela Justiça vale como alvará e determina que os requerentes apresentem, no prazo de cinco dias, a comprovação da realização da cremação e cópias dos registros de óbito.

Identificação por exames odontológicos e antropológicos

A identificação das vítimas foi feita pelo IML por meio de exames odontológicos e antropológicos. Esse procedimento foi necessário porque as três mulheres eram estrangeiras e não havia, no Brasil, uma base de dados que permitisse a confirmação por impressões digitais. A técnica utilizada garantiu a correta identificação dos corpos, permitindo que a família pudesse dar prosseguimento aos ritos fúnebres.

As cinzas das vítimas serão levadas para a Colômbia, conforme informou a decisão judicial. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, não apenas pela comoção em torno da família, mas também pelos desdobramentos envolvendo a segurança de voos turísticos na região.

Panorama: acidente reacende debate sobre segurança aérea no Rio

A queda do helicóptero, que vitimou quatro pessoas, incluindo o piloto, reacendeu o debate sobre a segurança de voos particulares e turísticos no Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal (MPF) já havia solicitado, em caráter emergencial, a adoção de medidas de segurança para voos de helicóptero no estado, conforme noticiado pela Agência Brasil. Entre as recomendações, estão a intensificação da fiscalização das aeronaves e a exigência de manutenções periódicas mais rigorosas.

O acidente ocorreu em uma área de mata fechada, o que dificultou o trabalho de resgate e investigação. As autoridades locais seguem apurando as causas da queda, que ainda não foram oficialmente divulgadas. A tragédia expõe a necessidade de revisão dos protocolos de segurança, especialmente em voos que sobrevoam regiões de relevo acidentado, como a Floresta da Tijuca.

Enquanto as famílias das vítimas colombianas aguardam o traslado das cinzas, a Justiça do Rio cumpre seu papel de garantir que os procedimentos legais sejam respeitados, mesmo em meio à comoção. A autorização para a cremação, embora dolorosa, representa um passo importante para o encerramento do luto e para que as vítimas possam ser homenageadas em sua terra natal.

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