O desembargador Márcio Roberto Albuquerque saiu em defesa própria após críticas aos chamados “penduricalhos” da magistratura. Em resposta, ele revelou ter terminado o mês com apenas R$ 96,10 na conta, valor que contrasta com a imagem de altos rendimentos atribuídos à categoria.
Segundo o site Tribuna do Sertão, Albuquerque afirmou que o salário recebido é “fruto de muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra”. O magistrado também disse desconhecer as verbas apontadas como benefícios extras, rebatendo indiretamente as acusações de privilégios.
A declaração surge em meio a um debate nacional sobre os adicionais pagos a juízes e desembargadores, que têm sido alvo de questionamentos por parte da opinião pública e de órgãos de controle. A ironia do desembargador, ao citar o saldo quase zerado, busca desconstruir a narrativa de que a magistratura vive de regalias.
O caso deve seguir repercutindo nos bastidores do Judiciário alagoano, especialmente porque o tema dos penduricalhos tende a ganhar força em ano eleitoral, quando o funcionalismo público vira alvo de promessas de austeridade fiscal.
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