O governo de Alagoas publicou atas de registro de preços que somam R$ 25,15 milhões para a aquisição de propofol, anestésico de uso hospitalar, e selexipague, medicamento para tratamento de hipertensão arterial pulmonar. Os documentos preveem a compra de até 39,2 mil seringas do anestésico e 63,3 mil comprimidos do remédio, conforme levantamento divulgado pelo portal Tribuna do Sertão.
Os valores, no entanto, são tetos máximos estipulados para futuras contratações — não representam, portanto, gasto efetivo já realizado. A prática é comum em licitações públicas, mas levanta questionamentos sobre a real necessidade e o planejamento de compras na saúde estadual, especialmente em um ano pré-eleitoral.
A publicação das atas ocorre em meio a um cenário de pressão por transparência e eficiência no uso do dinheiro público. Enquanto isso, o pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) acompanha de perto o noticiário político, mas não comentou diretamente o assunto até o momento.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a diferença entre o valor registrado e o efetivamente pago pode ser grande, dependendo da demanda real dos hospitais. A expectativa é que o Tribunal de Contas do Estado acompanhe a execução dessas atas para evitar desperdícios ou superfaturamento.
O próximo passo esperado é a publicação das ordens de compra e a divulgação de relatórios de execução, que devem esclarecer quanto será realmente desembolsado. No campo político, o tema pode virar munição para o debate sobre gestão da saúde pública na corrida de 2026.
Fonte: ver noticia original

