Uma nova população de radiogaláxias em declínio foi identificada por astrônomos, revelando fases até então ocultas na atividade de buracos negros supermassivos. O estudo, publicado a partir de observações detalhadas, mostra que jatos de rádio podem se apagar gradualmente, contrariando a ideia de que esses fenômenos têm fim abrupto.
Os jatos de rádio, feixes de plasma lançados a velocidades próximas à da luz, são um dos sinais mais energéticos do universo. Quando desaparecem, deixam para trás estruturas que os cientistas agora conseguem mapear, permitindo reconstruir o ciclo de vida desses objetos cósmicos. A descoberta abre caminho para entender como buracos negros interagem com suas galáxias ao longo de bilhões de anos.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, que repercutiu o achado, a nova amostra de radiogaláxias em declínio sugere que o fenômeno é mais comum do que se imaginava. Os dados indicam que o apagamento dos jatos pode ocorrer em etapas, com flutuações de intensidade antes do silêncio total — um processo que os pesquisadores comparam a um “desligamento progressivo”.
O próximo passo da equipe é cruzar essas observações com simulações computacionais para prever em que condições os jatos se extinguem. Para a comunidade científica, o estudo reforça que o universo ainda guarda mecanismos surpreendentes, capazes de reescrever manuais de astrofísica.
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