O Brasil corre o risco de se tornar apenas um exportador de terras raras, sem agregar valor à cadeia produtiva, e ainda comprometer sua biodiversidade. A avaliação é de especialistas que analisam os desafios da exploração mineral no país, em meio ao avanço do investimento estrangeiro no setor.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, a falta de uma política industrial que crie uma ‘marca Brasil’ para os minerais estratégicos deixa o país vulnerável. Enquanto isso, o governo federal tenta pautar o tema, como na fala de Lula sobre terras raras em campanha no Rio de Janeiro, mas o Congresso adiou decisões sobre minerais estratégicos para o segundo semestre.
O alerta ganha peso diante da corrida global por esses insumos, usados em tecnologia e energia limpa. Sem domínio da transformação, o país exporta matéria-prima barata e importa produtos caros, além de abrir espaço para danos ambientais em áreas sensíveis.
Para os analistas, o próximo passo esperado é a criação de um marco regulatório que vincule exploração a contrapartidas ambientais e tecnológicas. Caso contrário, o Brasil segue como coadjuvante no mercado que mais cresce no mundo.
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