Quaest em Alagoas: Renan Filho lidera com 42%, JHC aparece com 40% e cenário aponta empate técnico no 2º turno

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra um cenário de disputa acirrada pelo governo de Alagoas, com Renan Filho (MDB) numericamente à frente de JHC (PSDB) na pesquisa estimulada, mas com empate técnico no segundo turno. O levantamento, encomendado pela TV Asa Branca Alagoas, ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados foram registrados no TSE sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.

Na pesquisa estimulada, quando a lista de candidatos é apresentada ao eleitor, Renan Filho (MDB) aparece com 42% das intenções de voto, enquanto JHC (PSDB) soma 40%. Os demais candidatos citados foram Lenilda Luna (UP), com 1%, e Márcio Jambo (DEMOCRATA), que não pontuou. O percentual de eleitores que declararam voto em branco ou nulo, ou que não pretendem votar, é de 7%, e os indecisos somam 10%.

Pesquisa espontânea e cenário de segundo turno

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB) aparecem tecnicamente empatados, com 17% e 16%, respectivamente. Outros nomes somam 1%, enquanto 1% declara voto em branco ou nulo e 65% dos eleitores seguem indecisos.

Em uma simulação de segundo turno entre os dois líderes, o cenário é de empate técnico: Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB) têm 42% cada. O percentual de eleitores que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois é de 7%, e os indecisos somam 9%.

Panorama político e avaliação dos rumos do estado

O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre os rumos do governo estadual. Para 29% dos entrevistados, o próximo governador deve dar continuidade ao trabalho atual. Já 37% defendem que se mude apenas o que não está bom, enquanto 27% consideram necessária uma mudança total. Outros 7% não souberam ou não responderam.

No campo das alianças políticas, 42% dos eleitores preferem que o governador eleito seja aliado do presidente Lula, enquanto 22% optam por um aliado de Flávio Bolsonaro. Uma parcela significativa, de 30%, quer um governador independente, e 6% não souberam responder.

O apoio de Lula aumenta a chance de voto em um candidato para 30% dos entrevistados, não muda nada para 35% e diminui para 29%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de voto para 22%, não muda nada para 36% e diminui para 35%.

Principais problemas e rejeição dos candidatos

Quando questionados sobre o principal problema do estado, a saúde é a preocupação dominante, citada por 41% dos eleitores. Em seguida, aparecem violência (16%), desemprego (8%) e 2% que não veem problemas. O percentual de eleitores que não souberam ou não responderam é de 16%.

O índice de rejeição mostra que os dois líderes são também os mais rejeitados. Renan Filho (MDB) é conhecido e votaria por 55% dos eleitores, não é conhecido por 14% e é rejeitado por 31%. JHC (PSDB) tem 52% de conhecimento e intenção de voto, 24% que não o conhecem e 24% que o rejeitam. Lenilda Luna (UP) tem menor rejeição, mas também menor conhecimento entre o eleitorado.

O cenário geral indica uma eleição polarizada em Alagoas, com dois nomes principais disputando a preferência do eleitor, em um contexto em que a maioria (65%) afirma que a escolha do candidato é definitiva, enquanto 34% ainda podem mudar de voto até as eleições de 4 de outubro.

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