O Governo do Estado do Rio de Janeiro ultrapassou, nesta semana, a marca de 6 mil cargos em comissão exonerados em todos os órgãos da administração. A maioria não tinha sequer a senha para trabalhar no sistema do governo, ou seja, eram “fantasmas”. A informação foi divulgada pelo blog de Octavio Guedes, no g1, nesta terça-feira (25).
O número de exonerações equivale, por exemplo, a cerca de 12 batalhões da Polícia Militar, considerando uma unidade com 500 policiais. Se os 6 mil exonerados deixassem o governo ao mesmo tempo, seriam necessários aproximadamente 120 ônibus lotados para levá-los embora.
Economia e novas regras
A medida gerou uma economia projetada até dezembro de 2026 da ordem de R$ 221 milhões. Este número considera apenas os cargos que continuam vagos. Para ser mais exato, foram 6.145 exonerações contra 2.496 contratações.
A mudança também alcança os critérios para ocupar cargos comissionados no governo de Ricardo Couto. Desde março, as nomeações para o primeiro escalão passaram a ser compostas, em sua maioria, por servidores de carreira. Em todos os níveis, os indicados para cargos comissionados passam por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O movimento de enxugamento da máquina pública no Rio ocorre em um contexto de ajuste fiscal e de busca por maior eficiência administrativa. A medida também reflete uma tendência nacional de redução de cargos comissionados e de maior controle sobre nomeações políticas, especialmente após casos de suspeita de irregularidades em diversos estados.
O blog de Octavio Guedes, que assina a publicação original, destaca que a maioria dos exonerados não possuía sequer credenciais de acesso aos sistemas internos, o que reforça a tese de que ocupavam cargos sem função efetiva. A economia gerada pode ser utilizada em áreas prioritárias, como segurança pública e saúde, mas ainda não há definição oficial sobre o destino dos recursos.
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