Dois suspeitos de participação no assassinato do ex-jogador das categorias de base do São Paulo Futebol Clube, Micael Leandro da Silva, de 15 anos, morreram durante troca de tiros com a polícia entre a noite de segunda-feira (24) e a madrugada de terça-feira (25) em Alagoas. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL). A ação policial também resultou na morte de outros três suspeitos de integrar a facção criminosa Comando Vermelho em Maceió, além da apreensão de armas de grosso calibre, drogas e um drone.
De acordo com a SSP-AL, os dois suspeitos de matar Micael eram investigados por envolvimento no crime e também por integrarem o Comando Vermelho na capital alagoana. A secretaria não divulgou os nomes dos mortos, nem confirmou se entre eles estava Cauan da Silva Santos, conhecido como Bido, que era procurado pelas forças de segurança pelo assassinato do adolescente. O g1 apurou que quatro suspeitos foram localizados no bairro Vergel do Lago, em Maceió, enquanto o quinto estava em Coqueiro Seco, na região metropolitana da capital.
Crime e investigação
Micael Leandro da Silva foi morto no dia 1º de agosto, após uma partida da Taça das Grotas, campeonato de futebol amador, no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Hospital Geral do Estado (HGE). A família informou que Micael defendia as categorias de base do São Paulo Futebol Clube e estava treinando no Centro Sportivo Alagoano (CSA), enquanto aguardava para se apresentar ao Retrô Futebol Clube Brasil, de Pernambuco.
A delegada Tacyane Ribeiro reforçou a tese de que Micael foi morto por engano e que o verdadeiro alvo dos criminosos não estava no local no momento do crime. Testemunhas e familiares foram ouvidos durante as investigações. “Ele foi atingido de forma acidental. Apenas um disparo que, infelizmente, ceifou a vida desse jovem. O alvo seria outra pessoa que sequer estava participando dessa partida de futebol”, explicou a delegada.
Panorama e impacto
O caso ganhou repercussão nacional pela comoção em torno da morte de um jovem atleta, que era o caçula de cinco filhos e morava no bairro do Jacintinho, em Maceió. Segundo o pai, Marcos Antônio, Micael sempre respirou futebol, uma paixão que veio de berço. O pai foi jogador amador, e o primo, Júlio dos Santos Ângelo, conhecido como Peu, atuou profissionalmente, é ídolo do CSA e foi campeão mundial pelo Flamengo. A morte de Micael, por engano, em meio a uma partida de futebol amador, evidencia a violência urbana que atinge a população de Maceió e reforça a necessidade de políticas públicas de segurança e prevenção à criminalidade.
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