As novas pesquisas estaduais da Quaest, divulgadas nesta quarta-feira (26), apontam um cenário de estabilização das intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma oscilação positiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reforçando a avaliação da campanha petista de que será necessário criar novos fatos políticos com potencial de impacto eleitoral. A principal aposta está no Congresso Nacional, especialmente no esforço concentrado previsto para a próxima semana.
Integrantes da campanha de Lula avaliam que, se forem aprovadas antes das eleições a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública, o presidente ganhará argumentos importantes para sua propaganda eleitoral na televisão e no rádio. A avaliação é de que a aprovação dessas medidas poderia produzir efeitos positivos sobre as intenções de voto.
Números das pesquisas estaduais
Os levantamentos da Quaest, que serão detalhados a seguir, mostram um cenário competitivo em vários estados. Em Pernambuco, Raquel Lyra aparece com 44% e João Campos com 36%. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro lidera com 30%, seguido por Lula com 29%, Ronaldo Caiado com 4%, Zema com 3% e Renan Santos com 3%. Em Minas Gerais, Flávio Bolsonaro tem 31%, Lula 30%, Zema 7%, Ronaldo Caiado 3% e Renan Santos 3%. No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro aparece com 31%, Lula 29%, Renan 2%, Caiado 2%, Zema 2% e Cury 1%.
Reunião sobre propostas
Nesta quarta, Lula se reúne com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir uma estratégia que viabilize a aprovação, pelo Senado, das PECs do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública, além da medida provisória (MP) que extingue a chamada “taxa das blusinhas”, proposta que ainda precisa ser analisada pelas duas Casas do Congresso.
A oposição pretende atuar para dificultar o avanço dessas votações, mas reconhece que, caso as propostas cheguem ao plenário, haverá forte pressão política para sua aprovação. “Se o Senado colocar em votação o fim da escala 6 por 1, senadores que disputam a reeleição terão dificuldade para votar contra uma pauta que tem amplo apoio popular”, afirmou ao blog um líder da oposição.
Estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro
Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro trabalha com a expectativa de alcançar empate técnico com Lula no primeiro turno nas próximas pesquisas e até assumir a liderança numérica até setembro. Segundo interlocutores do candidato do PL, levantamentos internos realizados pela campanha já indicariam Flávio Bolsonaro à frente de Lula em simulações de segundo turno e em situação de empate técnico no primeiro turno.
Para uma eventual disputa de segundo turno, a equipe do senador aposta na transferência da maior parte dos votos dos demais candidatos de direita para sua candidatura. Por isso, a estratégia tem sido evitar ataques aos concorrentes do mesmo campo político.
O cenário político nacional, portanto, segue em disputa acirrada, com a campanha de Lula apostando em pautas legislativas para ganhar tração, enquanto a oposição busca consolidar o nome de Flávio Bolsonaro como principal alternativa. As próximas semanas serão decisivas para o desenrolar das eleições de 2026.
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