Renan Santos defende armas nucleares para o Brasil: ‘soberania exige dissuasão’

O pré-candidato à Presidência Renan Santos defendeu, em entrevista à Globo, que o Brasil deveria ter armas nucleares como garantia de soberania nacional. Para ele, a posse de ogivas atômicas seria um instrumento de dissuasão diante de potências estrangeiras. A declaração, registrada pelo portal Tribuna do Sertão, ocorre em meio à corrida eleitoral e já repercute nos bastidores políticos.

Na mesma entrevista, porém, Renan reconheceu que o país não tem condições de desenvolver o programa nuclear de curto prazo. A fala mistura ambição estratégica e realismo orçamentário, o que levanta dúvidas sobre a viabilidade prática da proposta. Enquanto isso, o tema reacende o debate sobre o papel do Brasil no cenário geopolítico global.

A defesa das armas nucleares chega em um momento em que o candidato também enfrenta desgastes: Lula acionou o TSE contra Renan e Caiado por ofensas à honra após debate na Band. O episódio adiciona tensão à campanha, que já registra trocas de acusações entre os principais postulantes ao Planalto.

Especialistas apontam que a proposta esbarra em tratados internacionais e em custos bilionários, mas Renan insiste no discurso de autonomia. Nos próximos dias, a expectativa é que o pré-candidato detalhe o plano em eventos de campanha, tentando converter a polêmica em capital político. Resta saber se o eleitorado compra a ideia ou se ela vira mais um capítulo de ruído na sucessão presidencial.

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