O Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a saúde mental, escancara uma ferida antiga em Alagoas: a falta de proteção efetiva para quem dedica a vida a cuidar de pessoas com deficiência. Enquanto o SUS anuncia um novo serviço voltado a mães atípicas, especialistas e familiares apontam que a medida, embora bem-vinda, ainda está longe de suprir o que a legislação já garante no papel.
O debate ganha força justamente quando o calendário chama atenção para o sofrimento silencioso de cuidadores, muitas vezes esquecidos pelas políticas públicas. A iniciativa do sistema de saúde, segundo a fonte original do portal Tribuna do Sertão, é um passo, mas não resolve o problema estrutural: falta rede de apoio, falta acolhimento e falta fiscalização do cumprimento de direitos que já existem.
Na prática, mães e pais que abandonam carreiras e rotinas para se dedicar integralmente aos filhos com deficiência relatam exaustão física e emocional, sem ter para onde correr quando o próprio equilíbrio psicológico começa a ruir. O novo serviço do SUS surge como um alívio pontual, mas a cobrança é por uma política contínua, que não dependa de datas simbólicas para existir.
O próximo passo esperado é que o anúncio se transforme em ação concreta nos municípios, com capacitação de equipes e divulgação ampla. Enquanto isso, a sociedade civil segue de olho: o Setembro Amarelo pode até passar, mas a lacuna na proteção de quem cuida não pode ser mais ignorada.
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