O ministro brasileiro responsável pelas negociações comerciais afirmou que a reunião com os Estados Unidos marcada para a próxima semana será ‘difícil’, mas garantiu que nenhum tema será evitado. A declaração foi feita após a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump destravar o diálogo bilateral, que estava travado em meio ao chamado ‘tarifaço’ imposto por Washington.
Segundo o ministro, a delegação brasileira vai levar à mesa todas as questões pendentes, incluindo as tarifas sobre o aço e o alumínio, as barreiras não tarifárias e as regras de origem. A expectativa é de que a reunião seja tensa, mas o governo brasileiro quer demonstrar disposição para negociar sem abrir mão dos interesses nacionais.
Panorama das negociações
A ligação entre Lula e Trump, que ocorreu na última semana, foi o primeiro passo para destravar o diálogo. Desde então, técnicos dos dois países vêm trabalhando em uma agenda comum. O ministro destacou que a reunião da próxima semana será um teste para a relação comercial entre os dois países, que já foi uma das mais fortes do mundo.
O tarifaço imposto pelos EUA afeta diretamente setores como siderurgia, agricultura e tecnologia. O Brasil, por sua vez, já anunciou medidas de retaliação, mas o governo prefere o caminho da negociação. ‘Nenhum tema será evitado’, reforçou o ministro, indicando que questões como propriedade intelectual e comércio digital também estarão na pauta.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que a postura brasileira de não evitar temas sensíveis é uma estratégia para mostrar força, mas também para evitar um conflito comercial prolongado. A reunião da próxima semana será observada de perto por empresários e investidores, que esperam um desfecho positivo para a economia.
Enquanto isso, o governo brasileiro segue articulando com outros países afetados pelas tarifas americanas, como China e União Europeia, para uma resposta coordenada. A ideia é fortalecer o multilateralismo e pressionar os EUA a reverem as medidas.
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