A União Europeia trata o déficit comercial com a China como um efeito estrutural do mercado global, mas especialistas rebatem: os entraves internos do bloco seriam os verdadeiros vilões. A análise, publicada no portal Tribuna do Sertão, critica o enfoque europeu que desvia a atenção de problemas como burocracia, falta de competitividade e políticas industriais frágeis.
Enquanto Bruxelas aponta o dedo para Pequim, economistas lembram que a Europa enfrenta dificuldades para inovar e produzir em larga escala. O déficit, nessa leitura, não seria apenas consequência da China, mas reflexo de decisões internas que travam o crescimento do bloco.
O debate ganha ainda mais peso em um cenário global tenso, com tarifas de 25% impostas pelos EUA e déficit fiscal crescente no Brasil, que chega à eleição de 2026 sem margem para erro, como alerta o analista Ruchir Sharma. A situação expõe como países e blocos precisam olhar para dentro antes de culpar fatores externos.
Para os próximos meses, a expectativa é que a UE enfrente pressão para revisar sua política comercial e industrial, enquanto especialistas seguem cobrando medidas concretas para destravar a economia europeia.
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