O CEO da Vale, em evento que reuniu executivos e autoridades, disparou: “Nosso problema é a oferta”. O alerta veio em meio a debates sobre os entraves regulatórios e o licenciamento ambiental que, segundo ele, colocam o Brasil em desvantagem na corrida global por minerais críticos.
O executivo reforçou que, sem modernização nas regras, o país perde espaço na transição energética mundial. A crítica foi direcionada à demora nos processos e à falta de previsibilidade para novos investimentos no setor.
O encontro, realizado em ambiente fechado, reuniu nomes do mercado e representantes do poder público. A pauta central: como destravar projetos estratégicos sem abrir mão da sustentabilidade ambiental.
Na avaliação dos participantes, o Brasil tem potencial mineral de sobra, mas a burocracia vira o principal gargalo. A expectativa é que o tema ganhe força no debate político, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
O próximo passo esperado é a apresentação de propostas concretas para acelerar licenças e atrair capital estrangeiro, sob risco de o país assistir, de camarote, à liderança de concorrentes como Chile e Austrália.
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