Macaé, capital nacional do petróleo, vive um paradoxo: a produção do combustível fóssil segue pujante, mas a cidade enfrenta expansão desordenada e pobreza. Segundo mapeamento do IBGE, o município é um dos que mais se expandiu horizontalmente no país, revelando um crescimento urbano sem planejamento.
O contraste entre a riqueza gerada pela indústria do petróleo e as condições precárias de parte da população é evidente. Enquanto os royalties abastecem os cofres públicos, bairros periféricos carecem de infraestrutura básica, como saneamento e transporte, o que aprofunda as desigualdades locais.
Especialistas apontam que a falta de políticas habitacionais eficazes e a especulação imobiliária contribuem para o cenário. A expansão horizontal, que avança sobre áreas de proteção ambiental, também gera impactos socioambientais, exigindo do poder público uma resposta urgente.
O próximo passo esperado é que a prefeitura apresente um plano de ordenamento territorial, mas a pressão do setor imobiliário e a dependência econômica do petróleo tornam o desafio ainda maior. Macaé segue como um laboratório de como conciliar desenvolvimento e justiça social.
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