O Reino Unido enfrenta sérias deficiências em sua capacidade de resposta à crescente ameaça representada pelos submarinos russos, conforme revela reportagem publicada pelo jornal Tribuna do Sertão neste domingo (30). A matéria, intitulada “Reino Unido está mal preparado para a ameaça representada pelos submarinos russos, revela jornal”, destaca que a Frota Russa tem ampliado suas operações no Atlântico Norte, elevando o nível de preocupação entre os estrategistas da defesa britânica.
De acordo com a publicação, a análise aponta que os avanços tecnológicos e o aumento no número de submarinos de ataque e de mísseis balísticos da Rússia superaram a capacidade de monitoramento e resposta do Reino Unido. Especialistas ouvidos pelo jornal alertam que a falta de investimentos em meios navais dedicados à guerra antissubmarino, como fragatas e aeronaves de patrulha marítima, deixou o país em posição vulnerável diante de possíveis incursões hostis.
Panorama da ameaça russa
A expansão da frota submarina russa não é um fenômeno recente, mas ganhou novo ímpeto nos últimos anos, com a modernização de embarcações da classe Yasen e a retomada de patrulhas de longa duração próximas a cabos submarinos de comunicação e rotas comerciais vitais. Esses movimentos são interpretados por analistas como uma estratégia de projeção de poder e de dissuasão, que desafia diretamente a segurança coletiva da Otan.
O Reino Unido, que historicamente dependeu de sua superioridade naval, agora se vê obrigado a reavaliar prioridades. A reportagem menciona que, embora Londres tenha anunciado planos de expansão de sua frota, os prazos e a alocação de recursos ainda são insuficientes para fechar a lacuna operacional identificada.
Impacto para a segurança europeia
A situação britânica reflete um dilema mais amplo enfrentado pelos países da Otan, que precisam equilibrar o apoio à Ucrânia com a necessidade de reforçar suas próprias defesas. A presença russa no Atlântico Norte é vista como um teste à coesão da aliança, especialmente em um momento em que a guerra na Ucrânia consome atenção e recursos.
Para o Reino Unido, a ameaça submarina não é apenas militar, mas também econômica e política. A interrupção de cabos submarinos de internet e energia poderia causar danos bilionários e abalar a confiança na infraestrutura crítica. A reportagem do Tribuna do Sertão ressalta que a falta de preparo não é apenas uma questão de equipamentos, mas também de inteligência e coordenação entre as forças armadas e os serviços de segurança.
Enquanto isso, a Rússia continua a investir pesadamente em sua frota, com novos submarinos sendo lançados regularmente, muitos deles equipados com mísseis hipersônicos e sistemas de propulsão silenciosa. Esse cenário exige uma resposta coordenada e ágil, algo que, segundo o jornal, ainda não se materializou plenamente no Reino Unido.
A reportagem conclui que, sem uma mudança significativa de prioridades e investimentos, o Reino Unido permanecerá exposto a um dos maiores desafios de segurança desde a Guerra Fria, com implicações diretas para a estabilidade do Atlântico Norte e para a confiança dos aliados ocidentais.
Fonte: ver noticia original

