Justiça Eleitoral desaprova contas de chapa em Pilar e manda devolver R$ 410 mil do Fundo Eleitoral

A Justiça Eleitoral, por meio da 8ª Zona Eleitoral, desaprovou as contas da chapa formada por Adriano Omena e Sandra Ramalho nas Eleições 2024 em Pilar, Alagoas. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (26), aponta falta de comprovação de despesas com verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e ordena a devolução de R$ 410 mil aos cofres públicos.

Segundo a sentença, a prestação de contas apresentada pela candidatura não apresentou documentos que comprovassem a realização de gastos declarados, o que levou à desaprovação e à determinação de recolhimento do valor ao Tesouro Nacional. A decisão também pode implicar em outras sanções, como a inelegibilidade dos envolvidos, dependendo de análise posterior.

Entenda o caso

A chapa de Adriano Omena e Sandra Ramalho disputou a prefeitura de Pilar nas eleições municipais de 2024. Durante a campanha, a equipe utilizou recursos do Fundo Eleitoral, mas não conseguiu comprovar a destinação correta dos valores. A análise técnica da Justiça Eleitoral identificou irregularidades como ausência de notas fiscais, contratos e recibos que validassem as despesas declaradas.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) já havia se manifestado pela desaprovação das contas, apontando falhas na documentação e indícios de uso indevido dos recursos públicos. A decisão da 8ª Zona Eleitoral acolheu o parecer e determinou a devolução integral do montante.

Panorama político e impacto

O caso ganha relevância em um cenário de crescente fiscalização sobre o uso do Fundo Eleitoral, que movimentou bilhões de reais nas últimas eleições. A desaprovação de contas em cidades do interior, como Pilar, reforça a necessidade de transparência e prestação de contas rigorosa por parte de candidatos e partidos.

Para a população local, a decisão representa uma vitória da fiscalização, mas também levanta questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral. Especialistas apontam que a devolução de recursos é apenas o primeiro passo, sendo fundamental que os responsáveis sejam responsabilizados na esfera criminal, se comprovado desvio de finalidade.

O caso também serve de alerta para as eleições de 2026, quando novos candidatos deverão se submeter às mesmas regras. A plataforma ‘Quem são os candidatos’, lançada pelo G1 com dados oficiais do TSE, promete facilitar o acesso a informações sobre prestação de contas e outras obrigações legais.

Ainda cabe recurso da decisão, mas, enquanto isso, o valor de R$ 410 mil deve ser devolvido, sob pena de inscrição em dívida ativa e outras medidas judiciais. A população de Pilar acompanha atenta os desdobramentos, que podem influenciar o cenário político local nos próximos anos.

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