A União Europeia monitora com apreensão o referendo islandês que decide se o país retoma as negociações para aderir ao bloco. Segundo o portal Tribuna do Sertão, um resultado negativo pode impactar diretamente a imagem da UE como parceira confiável e séria no cenário global.
O pleito, que ocorre em meio a pressões externas e à guerra na Ucrânia, reacendeu o debate sobre a adesão da Islândia, como aponta análise recente. A decisão dos islandeses, portanto, vai além das fronteiras nacionais e pode servir de termômetro para a atratividade do bloco em um momento de instabilidade.
Diplomatas europeus temem que um ‘não’ nas urnas seja lido como um voto de desconfiança, alimentando discursos céticos dentro e fora do continente. A leitura é de que a UE, já desgastada por crises anteriores, não pode se dar ao luxo de mais um revés simbólico.
O resultado do referendo, que será conhecido nos próximos dias, deve orientar os próximos passos de Reykjavik e também a estratégia de comunicação de Bruxelas. Resta saber se a Islândia, historicamente cética, vai preferir manter distância ou se aproximar de vez do bloco.
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