O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que o Brasil e outras nações do BRICS têm perspectivas de cooperação com a Rússia no Ártico. A declaração foi feita em meio à crescente disputa geopolítica pela região, que concentra reservas de minérios e rotas de navegação estratégicas.
Segundo Lavrov, o interesse não se restringe a Moscou e Pequim, mas alcança países como Índia, África do Sul e o próprio Brasil. A fala reforça o movimento do bloco em ampliar sua atuação em áreas consideradas sensíveis para o Ocidente, especialmente após as sanções impostas à Rússia.
A declaração chega em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, como mostra a promessa de rebater acusações infundadas e ‘vencer na narrativa’. Enquanto isso, o governo Lula tenta equilibrar o discurso diplomático diante das pressões de Washington, inclusive no G7, sob tarifas e veto europeu à carne.
Para analistas, a aproximação com a Rússia no Ártico pode ser uma carta do Brasil para diversificar parcerias e reduzir a dependência comercial dos EUA. O próximo passo deve ser a formalização de acordos técnicos e a definição de pautas comuns na próxima cúpula do BRICS.
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