A dívida pública brasileira subiu a 82,5% do PIB em julho, maior nível desde abril de 2021, segundo dados divulgados nesta semana. O avanço ocorre mesmo com o setor público consolidado registrando superávit primário de R$ 1,4 bilhão no mês, resultado que não foi suficiente para conter a trajetória de crescimento do endividamento.
O número reforça o alerta de economistas sobre a sustentabilidade fiscal do país. Em comparação, a dívida dos EUA estourou US$ 40 trilhões, e a Argentina aprovou o fim do financiamento do BC ao Tesouro para conter a inflação — cenários que acendem o debate sobre o tamanho do Estado e a necessidade de ajuste.
Para analistas, o superávit de julho é um alívio pontual, mas não muda a tendência de alta da dívida, pressionada por juros elevados e despesas crescentes. O mercado monitora os próximos passos do governo para sinalizar um plano de contenção de gastos.
A expectativa é que o tema domine a agenda econômica nas próximas semanas, com cobranças por medidas concretas de equilíbrio fiscal. Enquanto isso, a dívida segue em patamar que, se mantido, pode limitar o espaço para investimentos e políticas públicas.
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