O governo federal estima arrecadar R$ 41,9 bilhões em 2027 com o Imposto Seletivo, tributo criado pela Reforma Tributária que vai substituir, em parte, o IPI. A projeção foi divulgada em meio ao pacote fiscal que busca equilibrar as contas públicas.

O novo imposto incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poluentes. A medida integra a estratégia do Executivo para compensar a perda de arrecadação com a desoneração dos combustíveis, que já consumiu R$ 30,5 bilhões do caixa federal, conforme apontou o portal República do Povo.

Especialistas avaliam que o Imposto Seletivo pode gerar impacto inflacionário em setores específicos, mas o governo argumenta que a cobrança é necessária para financiar políticas públicas e desestimular o consumo de itens nocivos.

Nos bastidores políticos, a expectativa é que o tema ganhe destaque nas discussões orçamentárias do próximo ano, com pressão de setores industriais e parlamentares ligados a cadeias produtivas afetadas. O governo, por sua vez, deve manter a defesa da nova tributação como pilar da reforma.

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