João Henrique Caldas (JHC) recorreu às redes sociais para apresentar um atestado de “Nada Consta” emitido pelo Ministério Público Federal (MPF) e tentar afastar suspeitas sobre sua gestão no caso dos repasses do Iprev ao Banco Master, que geraram um rombo de R$ 97 milhões na autarquia responsável pelas aposentadorias dos servidores de Maceió.
O documento, porém, não tem validade para atestar inocência. Certidões de “nada consta” apenas informam que não há procedimento criminal em curso contra o nome consultado — não equivalem a absolvição nem impedem investigações futuras. A publicação foi feita pela Folha de Alagoas, que classificou a iniciativa como tentativa de “fingir inocência”.
O caso Master envolve a aplicação de recursos previdenciários em instituição financeira que posteriormente entrou em crise, deixando servidores municipais no prejuízo. JHC, que é pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026, tenta transformar a certidão em escudo político antes que o tema ganhe tração eleitoral.
Ao usar o “nada consta” como prova de idoneidade, o pré-candidato antecipa um debate que deve dominar os bastidores da sucessão estadual. A pergunta que fica é se o eleitor alagoano vai aceitar um documento sem valor jurídico como resposta a um rombo de quase R$ 100 milhões.
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