O avanço da recuperação judicial entre pequenos negócios em Alagoas acende um alerta no setor produtivo. Juros elevados, crédito mais caro e consumo retraído formam a combinação que tem levado microempresas a buscar a Justiça para renegociar dívidas e tentar sobreviver à crise financeira.
O movimento não é isolado. Em Maceió, a Prefeitura lançou programa que permite quitar dívidas atrasadas sem juros e multas, uma tentativa de aliviar o caixa de quem deve e estimular a retomada da atividade econômica. A medida, porém, não resolve o problema estrutural: o custo do dinheiro segue alto e o consumidor, endividado, compra menos.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, que noticiou o avanço dos pedidos de recuperação judicial, o cenário atinge principalmente quem depende de crédito para girar o estoque e pagar folha. Sem acesso a financiamento barato, o caminho tem sido a renegociação com credores ou o pedido judicial de proteção contra execuções.
O fenômeno também expõe a fragilidade da economia alagoana, sustentada em boa parte por pequenos empreendimentos. Quando esse segmento trava, o efeito em cadeia chega ao emprego e à arrecadação municipal, pressionando prefeituras e o governo do estado.
A expectativa é que o debate sobre recuperação judicial de micro e pequenas empresas ganhe espaço na agenda política de 2026. Pré-candidatos ao governo de Alagoas, como João Henrique Caldas (JHC), tendem a ser cobrados por propostas concretas de crédito facilitado e renegociação de dívidas — tema que deve dominar o discurso econômico da próxima eleição.
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