O Hospital Avaí, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, vive uma rotina de pressão provocada pelos acidentes de moto. Referência regional em ortopedia, a unidade recebe vítimas com fraturas complexas e vê crescer a demanda por cirurgias, leitos e bancos de sangue.
Segundo a reportagem do Tribuna do Sertão, os pacientes atendidos nesses casos enfrentam meses de recuperação e afastamento do trabalho. O impacto, portanto, não fica restrito ao hospital: atinge famílias, empregos e a economia da região.
A sobrecarga de uma unidade que é referência em ortopedia expõe um problema que se repete em várias cidades brasileiras: o motociclista como principal vítima da violência no trânsito. Cada leito ocupado por uma fratura complexa é um leito a menos para outras urgências.
O cenário também pressiona os bancos de sangue, que precisam repor estoques com frequência para dar conta das cirurgias. Sem doação suficiente, o atendimento às vítimas de acidentes pode ficar comprometido.
O próximo passo esperado é a cobrança por políticas de prevenção e por estrutura adequada na rede regional. Enquanto isso, o Hospital Avaí segue absorvendo o custo humano e operacional de uma estatística que não para de crescer.
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