Justiça Eleitoral proíbe Renan Filho de associar JHC a investigações do Iprev pela 4ª vez

A Justiça Eleitoral determinou, pela quarta vez, que o candidato do MDB, Renan Filho, retire do Instagram conteúdo que associa JHC a investigações do Iprev. A nova decisão do TRE-AL foi publicada nesta segunda-feira (14) e atende a um pedido da defesa de JHC, que alegou uso indevido de informações para fins eleitorais. O caso envolve a divulgação de material que vincula o pré-candidato ao governo de Alagoas a apurações no instituto de previdência.

Segundo a decisão, o conteúdo publicado pelo candidato do MDB no Instagram deve ser removido imediatamente, sob pena de multa diária. Esta é a quarta vez que a Justiça Eleitoral se manifesta contra a associação feita por Renan Filho entre JHC e as investigações do Iprev. As decisões anteriores já haviam determinado a retirada de publicações semelhantes, mas o conteúdo continuou sendo veiculado, o que motivou novo pedido da defesa.

A defesa de JHC argumentou que as publicações configuram propaganda eleitoral irregular e buscam confundir o eleitorado com informações descontextualizadas. O TRE-AL acatou o argumento e reforçou que a associação entre o pré-candidato e as investigações do Iprev não encontra respaldo em fatos comprovados, tratando-se de uso eleitoral de apurações em curso.

Panorama político

A decisão ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral em Alagoas, onde Renan Filho e JHC se colocam como adversários diretos na corrida pelo governo do estado em 2026. O embate entre os dois tem se intensificado nas redes sociais, com trocas de acusações e ações judiciais mútuas. A Justiça Eleitoral tem sido acionada com frequência para coibir práticas consideradas irregulares, como a divulgação de conteúdos que possam comprometer a lisura do pleito.

O Iprev, instituto de previdência dos servidores de Alagoas, tem sido tema recorrente no noticiário político local, com investigações que envolvem gestões passadas. A associação feita por Renan Filho busca vincular JHC a essas apurações, o que a Justiça Eleitoral considerou indevido para fins de campanha. A decisão desta segunda-feira (14) reforça o entendimento de que o uso eleitoral de investigações sem comprovação de culpa não é permitido.

Procurados, representantes de Renan Filho não se manifestaram até a publicação desta reportagem. A defesa de JHC comemorou a decisão e afirmou que continuará monitorando publicações semelhantes. O TRE-AL não informou se há novos pedidos de remoção em análise.

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