Os governos de Lula e de Donald Trump negociam até o fim de setembro um acordo para evitar a escalada do tarifaço americano sobre produtos brasileiros. A informação é do portal Tribuna do Sertão, que aponta reunião de ministros da Indústria e das Relações Exteriores com o encarregado de negócios dos Estados Unidos no G20, em Milwaukee.
O prazo apertado pressiona a equipe econômica brasileira, que tenta blindar setores exportadores de novas sobretaxas. Segundo o portal, a rodada de conversas ocorre em paralelo ao encontro do G20 e envolve diretamente o encarregado de negócios americano — posto ocupado por um diplomata de segundo escalão, já que os EUA não têm embaixador confirmado em Brasília.
O cenário é de incerteza para a indústria nacional, que ainda digere os efeitos das tarifas já anunciadas. O prazo final para novas tarifas dos EUA se aproxima, e uma nova rodada de negociações entre Brasil e Estados Unidos tenta evitar o pior.
Em Alagoas, o desfecho das conversas interessa diretamente ao setor sucroenergético e à produção de etanol, que têm nos EUA um mercado estratégico. Um acordo até o fim de setembro evitaria um novo golpe sobre as exportações do estado.
Politicamente, o resultado das negociações deve ecoar na pré-campanha ao governo de Alagoas, onde João Henrique Caldas (JHC) é pré-candidato. O tema do tarifaço tende a entrar no debate eleitoral de 2026, especialmente entre quem defende maior aproximação com Washington e quem aposta na retaliação comercial.
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