O secretário de JHC e Rodrigo Cunha, João Felipe, é servidor efetivo do município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, cedido a Maceió. A informação consta em reportagem do portal Tribuna do Sertão, que aponta o contador como ocupante de cadeira no Conselho de Administração do instituto no período dos aportes milionários realizados no Banco Master, em 2023 e 2024.
Segundo a publicação, João Felipe atuava no conselho justamente quando os investimentos de alto valor foram feitos. O caso ganha peso porque a Operação da PF no Iprev Maceió investiga investimentos no Banco Master e expõe crise na gestão municipal.
A condição de servidor efetivo de outro município, cedido à capital alagoana, levanta questionamentos sobre a legalidade e a transparência da nomeação. O vínculo com Campos dos Goytacazes não impede a cessão, mas exige justificativa formal e acompanhamento dos órgãos de controle.
O nome de João Felipe aparece ligado diretamente a JHC e a Rodrigo Cunha, o que amplia o alcance político do caso. A oposição tende a explorar o episódio como mais um capítulo da crise na gestão municipal e no instituto de previdência.
Procurados, os envolvidos ainda não se manifestaram. O próximo passo deve ser a cobrança por explicações oficiais e a apuração dos critérios que levaram à cessão e à permanência no conselho durante os aportes.
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