Um levantamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revela que centenas de peças sagradas de igrejas do Rio de Janeiro estão desaparecidas. Entre os itens listados como sumidos estão esculturas de anjos e crucifixos de madeira envernizada, ambos do século XIX, além de arandelas do século XVIII, castiçais dourados e tocheiros.
O sumiço desses objetos, muitos deles tombados ou de valor histórico inestimável, expõe a fragilidade da fiscalização sobre o acervo religioso fluminense. A lista do Iphan, divulgada pelo portal Tribuna do Sertão, não detalha quantas peças foram furtadas, extraviadas ou simplesmente perdidas ao longo do tempo.
A ausência de um controle rigoroso abre espaço para o tráfico de bens culturais e para a dilapidação de um patrimônio que deveria ser protegido pelo poder público e pelas próprias instituições religiosas. Enquanto isso, a sociedade civil e especialistas cobram respostas sobre o paradeiro das obras.
O caso tende a pressionar autoridades federais e estaduais por medidas efetivas de recuperação e preservação. A expectativa é de que o Iphan e o Ministério Público ampliem a apuração e responsabilizem os envolvidos na subtração ou no abandono dessas peças.
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