O ex-prefeito Eduardo Paes contestou publicamente a determinação do Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira, defendendo que a sucessão governamental fluminense ocorra pelo voto direto.
A manifestação surgiu após a corte eleitoral consolidar que a escolha para o mandato-tampão será realizada exclusivamente pelos deputados estaduais da Alerj, em vez de convocar toda a população às urnas.
Paes, que articula sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara, utilizou referências históricas ao pedir Diretas Já para o cargo vago. O político argumenta que o modelo indireto fere a soberania popular no estado.
O cenário de instabilidade foi provocado pela renúncia de Cláudio Castro, que deixou o posto em meio a um contexto de rearticulação política, forçando uma definição jurídica sobre quem concluirá o período administrativo vigente.
Historicamente, eleições indiretas ocorrem em vacâncias na segunda metade do mandato executivo, mas juristas e partidos agora aguardam possíveis recursos que podem questionar o rito estabelecido pelo tribunal.
