MP denuncia médico por atropelamentos em série e pede suspensão de registro

Ministério Público denuncia médico Paulo Adriano Pustay por atropelar oito pessoas no Rio Grande do Sul e pede análise de sanidade mental do profissional.

MP denuncia médico por atropelamentos em série e pede suspensão de registro

O Ministério Público do Rio Grande do Sul ofereceu denúncia formal contra o médico Paulo Adriano Pustay por tentativas de homicídio doloso após uma sequência de atropelamentos que deixou oito feridos em março deste ano.

As investigações apontam que o profissional de saúde utilizou o veículo como arma para atingir pedestres de forma deliberada em duas cidades gaúchas. O promotor do caso destacou que uma das vítimas é irmão do acusado, o que agrava a tipificação do crime pela relação de parentesco.

O órgão ministerial também solicitou ao Conselho Regional de Medicina a interrupção do registro profissional do investigado. A medida visa impedir que o médico do trabalho continue exercendo a função enquanto responde pelo atropelamento de idosos e outros civis.

Surto psicótico e alegações da defesa

A Polícia Civil indicou que o réu pode ter agido durante um grave surto psicótico no dia dos fatos. Por conta disso, a Justiça deverá instaurar um incidente de insanidade mental para avaliar se o médico tinha consciência de seus atos naquelas circunstâncias.

Em sua defesa prévia, Pustay alegou que os episódios foram acidentes mecânicos ou manobras evasivas para desviar de animais na pista. No entanto, perícias em vídeos de segurança mostram o condutor alterando a rota do carro propositalmente para colidir com as vítimas que caminhavam.

O acusado permanece em prisão preventiva desde o dia das ocorrências e aguarda a decisão judicial sobre a abertura do processo. O próximo passo envolve a análise da denúncia pelo Judiciário, que definirá se o médico se tornará réu pelos crimes imputados.

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