STF debate prorrogação de CPMI do INSS decidida por Mendonça

STF julga decisão de André Mendonça sobre prorrogação de CPMI do INSS. Ministro deu prazo para Congresso viabilizar extensão após impasses.

STF debate prorrogação de CPMI do INSS decidida por Mendonça

O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta quinta-feira (26) o julgamento que definirá a validade da decisão individual do ministro André Mendonça, que determinou a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS.

A análise em plenário busca dirimir conflitos gerados pela atuação da Mesa Diretora do Congresso, sob a presidência de Davi Alcolumbre, que teria impedido a leitura do pedido de extensão do prazo da comissão investigativa.

Na última terça-feira (23), Mendonça concedeu 48 horas para que o Congresso processasse a prorrogação. A decisão visa evitar que a comissão encerre suas atividades sem concluir apurações sobre fraudes milionárias contra beneficiários.

A ação, relatada pelo próprio Mendonça e subscrita por senador Carlos Viana e deputados Alfredo Gaspar e Marcel Van Hattem, argumenta que a omissão do Congresso impede a continuidade das investigações.

O ministro destacou a importância da comissão para apurar desvios que afetam milhões de reais, prejudicando especialmente os mais vulneráveis e suas famílias.

A decisão de Mendonça incluiu a determinação de que, caso o prazo não fosse cumprido, a leitura do requerimento seria considerada realizada, permitindo a continuidade das atividades da CPMI.

A CPMI do INSS investiga fraudes em benefícios previdenciários e o prazo original se encerraria neste sábado (28), impedindo a conclusão de depoimentos e votação do relatório.

O julgamento no STF ocorre em um clima de tensão entre os poderes, evidenciando os desafios da fiscalização parlamentar diante de possíveis obstruções.

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