O deputado federal Alfredo Gaspar sugeriu nesta sexta-feira que o Senado peça a prisão preventiva de Lulinha ao Judiciário para evitar uma possível fuga do país diante das graves denúncias de corrupção na Previdência.
No relatório apresentado pelo parlamentar alagoano, o filho do presidente é acusado de integrar um esquema que resultou no indiciamento de 200 pessoas. O texto aponta indícios de manobras financeiras e lobby ilícito no Ministério da Saúde.
A fundamentação para a detenção baseia-se na gravidade das condutas apuradas e na necessidade de proteger a ordem pública. Gaspar sustenta que a medida é essencial para garantir que a lei penal seja devidamente aplicada aos suspeitos.
A investigação ganhou força após depoimentos sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil paga por Antônio Camilo Antunes. O montante serviria para facilitar a venda de medicamentos à base de canabidiol para a pasta federal da Saúde.
Articulação política e próximos passos
O documento de Gaspar lista nomes de peso, incluindo o ex-ministro Onyx Lorenzoni e o atual titular da Previdência. Instituições financeiras também estão sob a mira do relator por irregularidades em operações de crédito consignado.
Aliados do Palácio do Planalto tentam agora barrar o parecer de Gaspar através de um relatório paralelo. Caso o texto original seja aprovado, o caso será encaminhado para as instâncias judiciais competentes e para a Polícia Federal.
