A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou na madrugada deste sábado (28) o relatório final, que recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e ex-ministros de governos passados.
O parecer do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi rejeitado por 19 votos a 12, após uma longa sessão que atravessou a sexta-feira (27) e se estendeu até as 1h14 deste sábado, encerrando os trabalhos da comissão sem um documento formalmente aprovado.
O relatório vetado buscava o indiciamento de figuras como o filho do presidente Lula, “Lulinha”, ex-ministros de Lula e Bolsonaro, e dirigentes de estatais. Gaspar também propunha a prisão preventiva de Lulinha por indícios de fuga.
Um relatório alternativo, defendido por parlamentares governistas e que sugeria o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, não foi sequer analisado pelo presidente da CPMI.
A comissão, que tinha o prazo final exato para conclusão dos trabalhos neste sábado (28), deixa um legado de mais de 200 pedidos de indiciamento sem formalização.
Em um desfecho atípico, a CPMI do INSS encerra suas atividades sem uma conclusão formal sobre as denúncias de descontos indevidos, abrindo caminho para que as investigações sigam em outros âmbitos, como o Ministério Público.
