A **Receita Federal** emitiu um alerta urgente à população brasileira sobre a circulação massiva de mensagens fraudulentas via **WhatsApp**, que se apresentam como comunicados oficiais para cobrar supostas dívidas de **Cadastro de Pessoa Física (CPF)** e ameaçam com o bloqueio de serviços essenciais como **PIX** e contas bancárias. O **g1** confirmou que se trata de um golpe elaborado, desmentindo categoricamente a autenticidade dessas comunicações que buscam induzir cidadãos ao erro e ao pagamento indevido de valores, explorando a preocupação com a regularização fiscal.
O esquema fraudulento ganhou força e visibilidade nos dias que antecederam o início do prazo para a entrega da declaração do **Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026**, que começou em **23 de março**, período em que a atenção dos contribuintes está naturalmente voltada para suas obrigações fiscais. Leitores do **g1** e do **Fato ou Fake** relataram o recebimento dessas mensagens, encaminhando-as para o **WhatsApp** de verificação de fatos, no número **+55 (21) 97305-9827**, evidenciando a amplitude da tentativa de fraude.
Para conferir uma falsa legitimidade, os golpistas iniciam a mensagem com a frase “As informações foram verificadas e estão corretas”, seguida do nome do destinatário e do alarmante “ÚLTIMO AVISO DA RECEITA FEDERAL – IRPF 2025/2026”. O texto fraudulento prossegue informando sobre uma “pendência registrada vinculada ao documento nº [CPF]”, que supostamente impactaria a regularidade do nome do cidadão. A ameaça se intensifica com a menção de uma “PENDÊNCIA GRAVE EM ABERTO”, que impediria o envio e recebimento de **PIX**, o acesso a contas, cartões e investimentos em qualquer banco, operações financeiras normais e a inclusão do nome em cadastros restritivos como **Serasa**, **SPC** e **Bacen**. A mensagem, então, direciona o usuário a um link suspeito, **https://regularizetributos**, para uma “consulta imediata”, com a instrução de enviar um “Oi” caso o link não esteja azul.
Especialistas em segurança digital e a própria **Receita Federal** apontam diversos sinais claros de golpe nessas comunicações. O tom de urgência e ameaça, com expressões como “ÚLTIMO AVISO” e “PENDÊNCIA GRAVE”, é uma tática comum para pressionar as vítimas. As consequências exageradas, como o bloqueio de **PIX** e contas bancárias, são inverídicas. A generalização e a falta de detalhes oficiais, como um número de processo específico, também são indicativos de fraude. Além disso, o link fornecido, **https://regularizetributos**, não corresponde a um domínio oficial do governo brasileiro, que sempre utiliza **gov.br**. Ao clicar no link, as vítimas são direcionadas a uma página que imita a plataforma **gov.br** e solicita o número do **CPF**. Na sequência, surge um aviso de uma suposta “dívida” de **R$ 684,55**, com a ameaça de uma multa de **R$ 2.120** caso não seja paga, além do bloqueio bancário e restrição de crédito.
O ápice do golpe ocorre quando o usuário é levado a um botão de “regularize agora”, que abre um chat com uma suposta “auditora da **Receita Fiscal**”. Esta figura repete as ameaças de bloqueio e restrição, afirmando que “não haverá nova oportunidade” para regularizar o débito. Por fim, a vítima é induzida a realizar um pagamento via **PIX**, sem qualquer informação clara sobre o destinatário final do dinheiro, o que dificulta o rastreamento e a recuperação dos valores.
Panorama Político e Alerta Oficial
A proliferação de golpes digitais como este reflete um cenário de crescente vulnerabilidade da população a fraudes online, exacerbado pela digitalização acelerada de serviços públicos e privados. Em um contexto político onde a segurança cibernética é um tema de debate e preocupação, a atuação de órgãos como a **Receita Federal** e a imprensa, através de iniciativas como o **Fato ou Fake**, torna-se crucial para a proteção dos cidadãos. A assessoria de imprensa da **Receita Federal**, em contato com o **Fato ou Fake** via e-mail, foi enfática ao declarar: “Trata-se de um golpe. O portal correto é da **Receita Federal**”. A instituição reitera que não realiza contato por **WhatsApp** para tratar de pendências fiscais e que todas as comunicações oficiais são feitas por canais seguros e verificáveis, como o **e-CAC** ou o site oficial **gov.br**. A vigilância e a desconfiança em relação a mensagens com tom de urgência e links suspeitos são as principais ferramentas de defesa contra essas investidas criminosas, que buscam explorar a desinformação e o medo para lesar financeiramente os brasileiros.
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