O cenário político do Paraná foi sacudido nesta quarta-feira, 1º de fevereiro de 2026, com a confirmação da saída do deputado estadual Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e pré-candidato ao Governo do Paraná, do Partido Social Democrático (PSD) para filiar-se ao Republicanos. Esta movimentação estratégica, reportada pela Folha de S.Paulo, não apenas redefine as alianças partidárias no estado, mas também aprofunda as fissuras no grupo político do governador Ratinho Jr., que se prepara para enfrentar as próximas eleições com uma base fragmentada.
A decisão de Alexandre Curi de trocar o PSD pelo Republicanos é um movimento de peso, considerando sua posição de liderança na Assembleia Legislativa e sua projeção como pré-candidato ao cargo máximo do executivo estadual. A mudança de partido de uma figura tão central sinaliza uma busca por maior autonomia política e um alinhamento estratégico que pode reconfigurar as forças em disputa no pleito vindouro. A filiação ao Republicanos, um partido que tem crescido em influência no cenário nacional e regional, pode oferecer a Curi uma plataforma mais robusta para sua campanha e para a construção de novas coalizões.
Impacto nas Alianças e no Grupo de Ratinho Jr.
A saída de Curi do PSD é particularmente relevante para o grupo do governador Ratinho Jr., que agora enfrenta uma divisão ainda mais acentuada. O PSD, partido do governador, perde um de seus expoentes e o presidente do legislativo estadual, o que pode enfraquecer a coesão interna e a capacidade de articulação da base governista. A fragmentação do grupo de Ratinho Jr. para as eleições, conforme apontado pela Folha de S.Paulo em 4 de fevereiro de 2026, indica que o governador terá o desafio de unificar diferentes correntes e interesses para garantir a sustentação de sua agenda política e a eleição de seus aliados.
Historicamente, o Paraná tem sido palco de intensas disputas políticas, com a formação e desarticulação de blocos partidários sendo uma constante. A movimentação de Curi insere-se nesse contexto de busca por posicionamento estratégico e fortalecimento de candidaturas. A escolha do Republicanos pode ser interpretada como um passo para consolidar um polo de poder alternativo ou complementar dentro da complexa teia de alianças que se desenha para as próximas eleições. O impacto dessa decisão reverberará não apenas na disputa pelo governo, mas também nas eleições proporcionais, influenciando a composição da Assembleia Legislativa e a distribuição de forças políticas no estado.
A dinâmica política paranaense, marcada por figuras de forte influência e por alianças que se moldam conforme os interesses eleitorais, vê nesta mudança partidária um novo capítulo. A capacidade de Curi de atrair apoios e de construir pontes com outras legendas será crucial para o sucesso de sua empreitada, ao mesmo tempo em que o grupo de Ratinho Jr. terá de reavaliar suas estratégias para mitigar os efeitos dessa dissidência e apresentar uma frente coesa aos eleitores.
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