Brasil Lidera Resposta Regional à Crise Aérea com Desoneração de Combustível

O Brasil implementa e compartilha com a América Latina medidas para combater a alta do querosene de aviação (QAV) devido ao conflito no Oriente Médio, desonerando PIS/Pasep e Cofins. A iniciativa visa proteger o setor aéreo e o turismo, sendo vista como um modelo de resposta rápida a crises globais.

O governo brasileiro, por meio do ministro do Turismo, **Gustavo Feliciano**, apresentou a autoridades de diversos países latino-americanos uma estratégia robusta para enfrentar os severos impactos da escalada internacional dos preços dos combustíveis no setor aéreo, uma consequência direta do prolongado **conflito no Oriente Médio**. Durante o primeiro dia da **World Travel Market (WTM) Latin America 2026**, realizada em 14 de abril de 2026, o Brasil destacou a eliminação temporária de tributos sobre o querosene de aviação (**QAV**) como uma medida crucial para aliviar a pressão sobre os custos operacionais das companhias aéreas, que se reflete diretamente no turismo global e regional.

A iniciativa brasileira, detalhada pelo ministro **Gustavo Feliciano** em encontro com representantes da região, centra-se no **decreto assinado pelo presidente do Brasil**, **Luiz Inácio Lula da Silva**, que estabelece a redução a zero das alíquotas de **PIS/Pasep** e **Cofins** incidentes sobre o QAV. Esta ação governamental, conforme reportado pela Agência Brasil, surge como uma resposta ágil e decisiva a um cenário externo adverso, demonstrando o compromisso do país em proteger setores estratégicos da economia nacional e regional.

Panorama Político e Impacto Regional

No contexto político atual, o governo brasileiro tem buscado fortalecer sua posição de liderança na América Latina, propondo soluções concretas para desafios econômicos compartilhados. A apresentação desta medida na WTM Latin America 2026 não apenas visa mitigar a crise interna, mas também posicionar o Brasil como um exemplo de proatividade e cooperação regional. A desoneração do QAV é vista como uma política macroeconômica estratégica para estabilizar os custos de passagens aéreas e fretes, incentivando o fluxo turístico e comercial em um momento de instabilidade global.

A recepção da proposta brasileira foi notavelmente positiva entre os participantes. O representante do turismo mexicano, **Miguel Rodriguez**, expressou grande interesse na iniciativa, solicitando uma cópia do documento para análise e possível implementação em seu próprio país. “Estou levando [a sugestão] para o México, pois são medidas que beneficiam os turistas e que podem beneficiar nossos cidadãos”, afirmou **Rodriguez**, sublinhando o potencial de replicação da política em outras nações latino-americanas que enfrentam desafios semelhantes.

A decisão de zerar os impostos sobre o QAV reflete uma compreensão profunda das “consequências severas” que as aéreas preveem com o reajuste do querosene, conforme noticiado anteriormente pela Agência Brasil. Ao adotar essa medida, o governo brasileiro não só busca aliviar a carga financeira das empresas aéreas, mas também proteger os consumidores e a cadeia produtiva do turismo, que é vital para a economia de muitos países da região. Este movimento reforça a visão de que a colaboração e a adoção de políticas econômicas adaptativas são essenciais para navegar pelas complexidades do cenário geopolítico e econômico global contemporâneo.

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