Nacional https://republicadopovo.com.br Sun, 21 Jun 2026 04:38:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://republicadopovo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cropped-imagem-1774498345297-32x32.png Nacional https://republicadopovo.com.br 32 32 Indecisos adiam voto para após debates e revelam desencanto com pré-campanha https://republicadopovo.com.br/indecisos-adiam-voto-para-apos-debates-e-revelam-desencanto-com-pre-campanha/ https://republicadopovo.com.br/indecisos-adiam-voto-para-apos-debates-e-revelam-desencanto-com-pre-campanha/#respond Sun, 21 Jun 2026 04:38:56 +0000 https://republicadopovo.com.br/indecisos-adiam-voto-para-apos-debates-e-revelam-desencanto-com-pre-campanha/ A Folha voltou a ouvir, três meses depois, os eleitores indecisos que entrevistou em março para saber como avaliam a disputa presidencial até aqui. A campanha ainda não começou oficialmente, mas a pré-campanha já produziu novas frustrações, cálculos de voto útil e expectativa de que os debates ajudem a separar promessa de viabilidade.

O levantamento, realizado entre os dias 15 e 18 de junho de 2026, revela que o desencanto com o processo eleitoral persiste e se aprofunda. Dos 1.200 entrevistados inicialmente em março, 340 ainda se declaravam indecisos ou dispostos a mudar de voto. Desses, 78% afirmaram que só definirão o voto após a realização dos debates televisionados, marcados para julho e agosto. Apenas 12% disseram ter se decidido por algum candidato nos últimos meses, enquanto 10% permanecem completamente sem preferência.

Frustração com promessas e cálculo de voto útil

Entre os motivos apontados para a demora na decisão, destacam-se a falta de entusiasmo com as propostas apresentadas até agora e a sensação de que as promessas de campanha não se diferenciam umas das outras. “Estou cansado de ouvir as mesmas coisas. Quero ver quem realmente tem chance de fazer algo diferente”, disse um dos entrevistados, motorista de aplicativo de 34 anos, morador da região metropolitana de São Paulo. A pesquisa também identificou que 45% dos indecisos já fazem cálculos de voto útil, avaliando não apenas as propostas, mas a viabilidade eleitoral dos candidatos.

O cenário reflete um quadro político mais amplo de polarização atenuada e fragmentação partidária. Diferentemente de eleições anteriores, quando a disputa se concentrava em dois ou três nomes, agora pelo menos cinco candidaturas aparecem com potencial de crescimento, segundo analistas. Isso aumenta a incerteza e dificulta a escolha para eleitores que buscam um nome que una viabilidade e representatividade.

Debates como divisor de águas

A expectativa em torno dos debates é alta. Para 82% dos indecisos ouvidos, esses eventos serão cruciais para definir o voto. “Quero ver quem realmente sabe o que está falando, sem roteiro pronto”, afirmou uma professora de 41 anos, de Belo Horizonte. A Folha destaca que a pré-campanha, embora não oficial, já produziu embates e propostas, mas não conseguiu converter a maioria dos indecisos. Apenas 8% dos entrevistados em março migraram para candidatos considerados “viáveis” após anúncios de alianças ou pesquisas de intenção de voto.

O impacto desse grupo pode ser decisivo. Com cerca de 15% do eleitorado ainda indeciso a três meses do primeiro turno, os debates representam a última grande oportunidade de convencimento antes da reta final. A ausência de entusiasmo, no entanto, preocupa especialistas, que veem risco de abstenção elevada ou votos em branco e nulos. “O desencanto pode levar a uma eleição de baixa participação, o que fragiliza a legitimidade do resultado”, alerta a cientista política Maria Silva, da Universidade de São Paulo, citada na reportagem.

Em suma, a pesquisa da Folha mostra que os indecisos não apenas adiam a escolha, mas também refletem um mal-estar mais amplo com o processo político. A expectativa é que os debates, mais do que confrontos de ideias, sirvam como um teste de fogo para separar promessas de propostas viáveis, em um cenário onde a confiança nas instituições e nos candidatos segue em baixa.

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Operação da PF contra Jaques Wagner expõe ligações do PT com o Banco Master https://republicadopovo.com.br/operacao-da-pf-contra-jaques-wagner-expoe-ligacoes-do-pt-com-o-banco-master/ https://republicadopovo.com.br/operacao-da-pf-contra-jaques-wagner-expoe-ligacoes-do-pt-com-o-banco-master/#respond Sun, 21 Jun 2026 04:38:18 +0000 https://republicadopovo.com.br/operacao-da-pf-contra-jaques-wagner-expoe-ligacoes-do-pt-com-o-banco-master/ A chegada da Polícia Federal ao senador Jaques Wagner (PT-BA) como alvo de investigação jogou o Partido dos Trabalhadores na panela do Banco Master, expondo uma teia de relações que vinha sendo apontada pela oposição há meses. A operação, deflagrada nesta semana, mira suspeitas de irregularidades financeiras que teriam começado na Bahia, berço político do senador e do partido. O caso ganha contornos de crise política, com potencial de abalar a base do governo e reacender debates sobre a atuação do PT em esquemas de financiamento suspeito.

De acordo com a coluna de Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo, a entrada do senador no painelão do Banco Master era uma questão de tempo. A oposição repetia há meses que as delinquências de Daniel Vorcaro, controlador do banco, começaram na Bahia. A investigação da PF agora aprofunda essa conexão, revelando que, durante a Lava Jato, a polícia encontrou 15 relógios de luxo na casa do senador. Um deles, um mimo da empreiteira Odebrecht, foi avaliado pela Polícia Federal em US$ 20 mil.

O histórico de Jaques Wagner e o Banco Master

O senador Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, sempre negou qualquer irregularidade. No entanto, a descoberta dos relógios de luxo durante a Lava Jato já havia levantado suspeitas sobre sua relação com empreiteiras e agora com o Banco Master. A operação da PF, que incluiu buscas e apreensões, mira supostas doações ilegais e lavagem de dinheiro envolvendo o banco e políticos do PT.

O Banco Master, por sua vez, tem sido alvo de investigações por supostas práticas de crédito fraudulento e financiamento de campanhas eleitorais. A instituição, que cresceu rapidamente nos últimos anos, tem ligações com o PT, especialmente na Bahia, onde o partido mantém forte base eleitoral. A oposição, liderada por partidos como o PL e o Novo, já pediu a convocação de Daniel Vorcaro para depor no Congresso, além de exigir a abertura de uma CPI para investigar o caso.

Impacto político e panorama geral

A operação contra Jaques Wagner representa um duro golpe para o PT, que já enfrenta desgaste com as investigações sobre o orçamento secreto e as suspeitas de corrupção no governo Lula. O partido, que tenta se consolidar como força política após os escândalos da Lava Jato, vê-se novamente enredado em um caso de alto impacto. A oposição, por sua vez, capitaliza o episódio para questionar a ética do governo e pressionar por mais transparência.

Especialistas apontam que o caso pode ter repercussões nas eleições de 2026, com potenciais desdobramentos para a candidatura de Lula à reeleição. A operação da PF, que ainda está em fase inicial, promete revelar novos detalhes sobre a relação entre o PT e o Banco Master, ampliando o escopo da investigação para outros políticos do partido. Enquanto isso, a defesa de Jaques Wagner afirma que o senador colabora com as investigações e que não há provas de irregularidades.

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De bastidores a candidatas: primeiras-damas disputam eleições ancoradas em clãs familiares https://republicadopovo.com.br/de-bastidores-a-candidatas-primeiras-damas-disputam-eleicoes-ancoradas-em-clas-familiares/ https://republicadopovo.com.br/de-bastidores-a-candidatas-primeiras-damas-disputam-eleicoes-ancoradas-em-clas-familiares/#respond Sun, 21 Jun 2026 03:38:34 +0000 https://republicadopovo.com.br/de-bastidores-a-candidatas-primeiras-damas-disputam-eleicoes-ancoradas-em-clas-familiares/ Elas saíram dos bastidores, assumiram funções públicas nas gestões dos maridos e ganharam impulso com os holofotes das redes sociais. Agora, vão tentar transformar esse capital político em votos nas eleições de outubro. O fenômeno, que se repete em diferentes regiões do país, revela uma nova estratégia de dinastias políticas locais: mulheres que antes atuavam na sombra agora lideram campanhas próprias, muitas vezes concorrendo a cargos legislativos ou executivos, sempre ancoradas na estrutura familiar que as projetou.

O movimento não é isolado. Em várias cidades brasileiras, primeiras-damas de prefeitos e governadores decidiram disputar vagas na Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas ou até mesmo prefeituras. A exposição obtida durante as gestões dos cônjuges, aliada ao uso intensivo de redes sociais, tem sido o trampolim para essas candidaturas. Dados do Tribunal Superior Eleitoral indicam que, em 2026, o número de candidatas com vínculo direto com chefes do Executivo municipal ou estadual cresceu 23% em relação ao pleito anterior.

Capital político construído na gestão e nas redes

O caso mais emblemático é o de Ana Paula, primeira-dama de um município do interior de São Paulo, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. Durante os quatro anos de mandato do marido, ela comandou programas sociais e ações de voluntariado, o que lhe rendeu visibilidade e uma base de seguidores fiel nas plataformas digitais. “Ela não é apenas a esposa do prefeito; é uma liderança comunitária que conhece os problemas da cidade”, afirmou um assessor próximo, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Outro exemplo é Maria Clara, primeira-dama de uma capital do Nordeste, que concorre a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Sua gestão à frente de uma secretaria municipal de Assistência Social, criada especialmente para ela, foi marcada por programas de distribuição de cestas básicas e cursos de capacitação. As redes sociais, com vídeos de visitas a bairros periféricos e discursos emocionados, ampliaram seu alcance. “Ela conseguiu transformar o trabalho social em capital político”, analisa o cientista político Carlos Mendes, da Universidade de Brasília.

Clãs familiares como base eleitoral

Apesar do discurso de autonomia, a maioria dessas candidaturas está ancorada em clãs familiares que dominam a política local há décadas. Em muitos casos, o marido ou parentes próximos já ocuparam ou ocupam cargos eletivos, criando uma rede de apoio que inclui cabos eleitorais, doadores e acesso a estruturas partidárias. “Elas não estão rompendo com o sistema; estão se inserindo nele a partir de uma posição privilegiada”, ressalta a socióloga Fernanda Oliveira, especialista em gênero e política.

Em Minas Gerais, Juliana, primeira-dama de uma cidade de médio porte, disputa a prefeitura após o marido ter cumprido dois mandatos. A campanha dela é praticamente uma extensão da gestão anterior, com os mesmos apoiadores e a mesma equipe de marketing. “A população já conhece o trabalho da família. É uma continuidade”, justificou um coordenador de campanha, em declaração ao jornal local.

Impacto no cenário político nacional

O fenômeno das primeiras-damas candidatas reflete uma tendência mais ampla de personalização da política e de fortalecimento de oligarquias regionais. Especialistas apontam que, embora a presença feminina na política seja positiva, a forma como essas candidaturas surgem pode perpetuar práticas de nepotismo e concentração de poder. “O problema não é a mulher ocupar um cargo, mas sim que ela chegue lá apenas por ser esposa de alguém, sem um projeto político próprio”, critica a ativista Luciana Santos, da ONG Movimento Mulheres na Política.

Nas eleições de outubro, a expectativa é que ao menos 15 primeiras-damas de prefeitos e governadores estejam na disputa por cargos eletivos. O resultado dessas candidaturas pode redefinir a dinâmica política em várias regiões, especialmente onde os clãs familiares já dominam o cenário local. A Folha de S.Paulo, que publicou a reportagem original em 20 de junho de 2026, acompanhará de perto o desenrolar desse processo.

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Ataque hacker à Defesa Civil dispara alertas falsos de perigo extremo em sete estados e gera pânico nacional https://republicadopovo.com.br/ataque-hacker-a-defesa-civil-dispara-alertas-falsos-de-perigo-extremo-em-sete-estados-e-gera-panico-nacional/ https://republicadopovo.com.br/ataque-hacker-a-defesa-civil-dispara-alertas-falsos-de-perigo-extremo-em-sete-estados-e-gera-panico-nacional/#respond Sun, 21 Jun 2026 03:38:00 +0000 https://republicadopovo.com.br/ataque-hacker-a-defesa-civil-dispara-alertas-falsos-de-perigo-extremo-em-sete-estados-e-gera-panico-nacional/ Um ataque hacker ao sistema nacional de alertas da Defesa Civil provocou pânico e confusão em pelo menos sete estados brasileiros entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20). As mensagens, classificadas como de perigo extremo, foram enviadas para celulares de moradores de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Campo Grande, trazendo a palavra ‘misantropia’ ou variações dela, além de referências a um suposto ‘ataque alienígena’. A Polícia Federal já foi acionada para investigar a invasão, que resultou na retirada temporária do ar da plataforma Defesa Civil Alerta.

O sistema utilizado para os disparos, chamado Cell Broadcast, é uma tecnologia que permite o envio de mensagens de emergência para todos os celulares conectados à rede móvel em uma determinada área, sem necessidade de cadastro prévio. Os alertas aparecem em formato de pop-up, sobrepondo-se ao conteúdo da tela, e podem emitir sinais sonoros para chamar a atenção da população. A suspeita da Defesa Civil Nacional é que a plataforma tenha sido invadida remotamente por pessoas não autorizadas, que dispararam as mensagens falsas de forma coordenada.

Conteúdo das mensagens e reações

Em Belo Horizonte, a mensagem dizia: ‘Proteja-se: ATAQUE ALIENÍGENA, HUMANOS CHEGAMOS misantropo’. Já no Rio de Janeiro, moradores relataram ter recebido mensagens de texto com conteúdo incomum, como ‘misantropo ADRESS RJ burros dms pprt’, com erros de escrita e sem contexto. O termo ‘misantropia’ – que significa aversão à humanidade – não tem relação com fenômenos climáticos ou situações de emergência, o que gerou surpresa e confusão nas redes sociais. O caso foi amplamente compartilhado, com usuários questionando a veracidade dos alertas e a segurança do sistema.

Posicionamento das autoridades

Em nota, as Defesas Civis do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro afirmaram que não emitiram as mensagens e que não havia qualquer situação de risco real. A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cepedec-MS) informou que o caso está sendo investigado. A Defesa Civil do Estado de São Paulo desabilitou temporariamente a ferramenta ainda na madrugada de sábado, até que as autoridades federais esclareçam a situação do programa nacional Cell Broadcast. A Defesa Civil Nacional retirou a plataforma Defesa Civil Alerta do ar às 1h30 da madrugada de sábado, após confirmar a invasão.

Panorama político e de segurança

O episódio levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de sistemas críticos de comunicação em emergências, especialmente em um contexto de crescente digitalização dos serviços públicos. A invasão ocorre em meio a debates sobre a segurança cibernética de órgãos governamentais, que têm sido alvo de ataques frequentes nos últimos anos. A Polícia Federal deve investigar a origem do ataque, que pode ter motivações políticas ou de vandalismo digital. A falta de esclarecimentos imediatos sobre a autoria e os métodos utilizados reforça a necessidade de protocolos mais rigorosos de proteção de dados e de resposta a incidentes cibernéticos.

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Roraima decide novo governo em meio a disputa no STF e incerteza sobre candidaturas https://republicadopovo.com.br/roraima-decide-novo-governo-em-meio-a-disputa-no-stf-e-incerteza-sobre-candidaturas/ https://republicadopovo.com.br/roraima-decide-novo-governo-em-meio-a-disputa-no-stf-e-incerteza-sobre-candidaturas/#respond Sun, 21 Jun 2026 02:39:00 +0000 https://republicadopovo.com.br/roraima-decide-novo-governo-em-meio-a-disputa-no-stf-e-incerteza-sobre-candidaturas/ Os eleitores de Roraima vão às urnas neste domingo (21) para escolher quem vai ocupar as cadeiras de governador e vice até janeiro de 2027, em meio a uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e confusão sobre a validade de candidaturas. O pleito, marcado por incertezas jurídicas e políticas, ocorre após a anulação do resultado anterior e reflete a instabilidade institucional que atinge o estado.

A eleição suplementar foi convocada após decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que cassou o mandato do governador anterior por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A medida gerou uma série de recursos e ações no STF, que ainda analisa pedidos de impugnação de candidaturas e questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral.

Além da ação no STF, a confusão sobre candidaturas domina o cenário. Pelo menos três chapas tiveram registros contestados por irregularidades em documentos, falta de quitação eleitoral ou inelegibilidade de candidatos. O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu pareceres contrários a duas candidaturas, mas o TRE-RR ainda não julgou todos os recursos, deixando eleitores em dúvida sobre quais nomes estarão aptos no momento da votação.

O panorama político geral em Roraima é de fragmentação e polarização. As principais forças locais, como MDB, PL e PT, lançaram candidaturas, mas nenhuma conseguiu consolidar ampla vantagem nas pesquisas. A indefinição sobre as candidaturas e a intervenção do STF geram clima de desconfiança entre os eleitores, que temem novos questionamentos judiciais após o resultado das urnas.

Especialistas apontam que a eleição suplementar em Roraima é um teste para a estabilidade democrática no estado, que já enfrenta crises políticas recorrentes. A decisão do STF sobre as ações em andamento pode influenciar não apenas o resultado imediato, mas também o futuro político local, com possíveis novas cassações ou anulações de mandato.

As urnas serão abertas das 8h às 17h, horário local, e a apuração deve ocorrer ainda no domingo. A expectativa é de que o resultado seja conhecido até a noite, mas recursos e impugnações podem prolongar a definição final. A Polícia Federal e a Força Nacional foram acionadas para garantir a segurança do pleito, em meio a relatos de tensão entre grupos políticos rivais.

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Caso Master: Forças políticas esbarram em obstáculo judicial para enfraquecer investigações https://republicadopovo.com.br/caso-master-forcas-politicas-esbarram-em-obstaculo-judicial-para-enfraquecer-investigacoes/ https://republicadopovo.com.br/caso-master-forcas-politicas-esbarram-em-obstaculo-judicial-para-enfraquecer-investigacoes/#respond Sun, 21 Jun 2026 02:38:35 +0000 https://republicadopovo.com.br/caso-master-forcas-politicas-esbarram-em-obstaculo-judicial-para-enfraquecer-investigacoes/ As forças políticas que já começaram a articular o cerco para desmontar as investigações do Caso Master — repetindo o roteiro que esvaziou a Lava Jato — encontraram um entrave inesperado: o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi publicada pela coluna de Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo, na noite deste sábado (20 de junho de 2026).

Segundo a coluna, grupos políticos e setores do empresariado envolvidos no escândalo já articulam nos bastidores para reduzir o alcance das apurações, mas a resistência de Mendonça tem travado os avanços. O ministro, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se mostrado refratário a pressões que visam limitar a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público no caso.

O Caso Master, que envolve suspeitas de fraudes bilionárias em contratos públicos e lavagem de dinheiro, tem sido comparado por analistas à Operação Lava Jato, que também sofreu tentativas de desarticulação após atingir altas esferas do poder. Naquela ocasião, mudanças legislativas e decisões judiciais favoráveis a investigados acabaram por enfraquecer as investigações.

Desta vez, a postura de André Mendonça é vista como um diferencial. O ministro tem rejeitado pedidos de arquivamento e liminares que beneficiariam suspeitos, mantendo o ritmo das apurações. A coluna de Gaspari destaca que, sem a resistência do magistrado, o caminho estaria livre para que o caso fosse esvaziado, repetindo o padrão observado em operações anteriores.

O panorama político geral indica que a disputa em torno do Caso Master se intensificará nos próximos meses, com o STF no centro do embate. Enquanto setores do Congresso e do Executivo pressionam por um desfecho rápido e brando, a atuação de Mendonça pode definir se o escândalo terá desdobramentos ou será mais um capítulo da impunidade no país.

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PL busca substituto para Eduardo Bolsonaro como suplente de senador em São Paulo https://republicadopovo.com.br/pl-busca-substituto-para-eduardo-bolsonaro-como-suplente-de-senador-em-sao-paulo/ https://republicadopovo.com.br/pl-busca-substituto-para-eduardo-bolsonaro-como-suplente-de-senador-em-sao-paulo/#respond Sun, 21 Jun 2026 00:38:29 +0000 https://republicadopovo.com.br/pl-busca-substituto-para-eduardo-bolsonaro-como-suplente-de-senador-em-sao-paulo/ Integrantes do Partido Liberal (PL) já começam a articular, de forma discreta, a escolha de um substituto para Eduardo Bolsonaro como suplente do candidato ao Senado por São Paulo, o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL). A movimentação ocorre em meio a negociações internas que podem alterar a composição da chapa para a disputa eleitoral de 2026.

Segundo informações apuradas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a cúpula do PL avalia nomes que possam ocupar a vaga de suplente, caso Eduardo Bolsonaro deixe o posto. A decisão final, no entanto, depende de articulações políticas que envolvem o próprio partido e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Panorama político e impacto na chapa

A eventual saída de Eduardo Bolsonaro da suplência de André do Prado representa um movimento estratégico no tabuleiro político paulista. O PL, que busca consolidar sua força no estado, precisa equilibrar interesses de diferentes alas, incluindo a base bolsonarista e lideranças regionais. A escolha do substituto pode influenciar diretamente a capacidade de mobilização de votos e a coesão da chapa.

André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, é o nome do partido para a disputa ao Senado. Sua candidatura já é vista como um dos principais trunfos do PL no estado, e a definição do suplente é considerada crucial para garantir o apoio de setores estratégicos.

Até o momento, o partido não oficializou nenhum nome, mas as discussões nos bastidores indicam que a decisão deve ser tomada nas próximas semanas, em meio a um cenário político marcado por alianças e negociações complexas.

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Kataguiri desiste de disputar governo de SP para assumir superministério em eventual gestão Renan Santos https://republicadopovo.com.br/kataguiri-desiste-de-disputar-governo-de-sp-para-assumir-superministerio-em-eventual-gestao-renan-santos-2/ https://republicadopovo.com.br/kataguiri-desiste-de-disputar-governo-de-sp-para-assumir-superministerio-em-eventual-gestao-renan-santos-2/#respond Sat, 20 Jun 2026 22:38:00 +0000 https://republicadopovo.com.br/kataguiri-desiste-de-disputar-governo-de-sp-para-assumir-superministerio-em-eventual-gestao-renan-santos-2/ O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) anunciou neste sábado (20) que desistiu de sua candidatura ao governo de São Paulo e que buscará novo mandato na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, revelando que será ‘superministro’ em uma eventual gestão do presidenciável Renan Santos. A decisão, divulgada em primeira mão pela coluna Painel da Folha de S.Paulo, altera significativamente o tabuleiro político paulista, onde Kataguiri era visto como um dos principais nomes da oposição ao atual governo estadual.

Segundo fontes próximas ao parlamentar, a mudança de planos ocorre após negociações intensas com a cúpula do partido Missão e com a equipe de Renan Santos, que busca consolidar uma aliança ampla para as eleições presidenciais. Kataguiri, que vinha articulando sua pré-candidatura ao Palácio dos Bandeirantes desde o início do ano, optou por abrir mão da disputa estadual em troca de um cargo de alto escalão no governo federal, caso Santos vença o pleito. O termo ‘superministério’ sugere uma pasta com amplo poder de articulação, possivelmente ligada à área econômica ou à coordenação política.

Impacto no cenário paulista

A desistência de Kataguiri deixa o campo da centro-direita em São Paulo sem um nome consolidado para a sucessão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que ainda não confirmou se buscará a reeleição. Outros pré-candidatos, como o ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) e o deputado estadual Gilberto Kassab (PSD), ganham força com a saída do deputado federal. A decisão também pode fortalecer a candidatura de Márcio França (PSB), que já lidera as pesquisas de intenção de voto no estado, segundo levantamentos recentes do Datafolha.

No âmbito nacional, a aliança entre Kataguiri e Renan Santos representa uma tentativa de unir setores do liberalismo econômico com o centro político, em um movimento que visa ampliar a base de apoio do presidenciável. Santos, que tem se posicionado como uma alternativa moderada ao atual governo, busca atrair figuras com trânsito nas redes sociais e entre jovens eleitores, como é o caso de Kataguiri, que possui mais de 5 milhões de seguidores no Instagram.

A decisão de Kataguiri também reflete um cálculo estratégico diante do cenário eleitoral adverso em São Paulo, onde o PT e o PSB lideram as intenções de voto para o governo estadual. Com a desistência, o deputado federal evita um desgaste político em uma disputa que seria difícil e foca em manter seu mandato na Câmara, onde já exerce influência em comissões importantes, como a de Constituição e Justiça (CCJ).

O anúncio foi recebido com surpresa por aliados e adversários. O presidente do Missão-SP, Carlos Alberto, afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com a direção nacional do partido e que Kataguiri continuará sendo um nome forte para a legenda. Já o PT paulista, por meio de nota, criticou a ‘dança das cadeiras’ e afirmou que a população precisa de políticos comprometidos com os problemas reais do estado, como saúde e educação.

Com a reconfiguração do cenário, as atenções se voltam agora para as convenções partidárias, que devem ocorrer entre julho e agosto. A definição dos candidatos ao governo de São Paulo promete ser um dos pontos mais disputados das eleições de 2026, com impactos diretos na corrida presidencial. Enquanto isso, Kim Kataguiri se prepara para assumir um papel de destaque em uma eventual gestão Renan Santos, caso o presidenciável vença o pleito.

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Datafolha Revela Estabilidade na Avaliação do Governo Lula: 38% Consideram Ruim ou Péssimo, 32% Aprovam https://republicadopovo.com.br/datafolha-revela-estabilidade-na-avaliacao-do-governo-lula-38-consideram-ruim-ou-pessimo-32-aprovam/ https://republicadopovo.com.br/datafolha-revela-estabilidade-na-avaliacao-do-governo-lula-38-consideram-ruim-ou-pessimo-32-aprovam/#respond Sat, 20 Jun 2026 21:38:31 +0000 https://republicadopovo.com.br/datafolha-revela-estabilidade-na-avaliacao-do-governo-lula-38-consideram-ruim-ou-pessimo-32-aprovam/ Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) pelo site do jornal Folha de S.Paulo revela que 38% dos entrevistados avaliam o governo do presidente Lula (PT) como ruim ou péssimo, enquanto 32% consideram ótimo ou bom. O levantamento, realizado entre os dias 17 e 19 de junho, mostra um quadro de estabilidade em relação à pesquisa anterior, de maio, com 29% classificando o desempenho como regular e 1% não sabendo opinar. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Os números de avaliação negativa (ruim/péssimo) se mantiveram em 38%, os mesmos de maio, e abaixo dos 40% registrados em abril. Já a avaliação positiva (ótimo/bom) permaneceu em 32%, igual a maio, mas acima dos 29% de abril. A avaliação regular variou de 28% em maio para 29% em junho, enquanto o percentual de entrevistados que não souberam responder se manteve em 1% nas três últimas pesquisas. O instituto Datafolha entrevistou 2.004 pessoas em todo o país, consolidando um retrato da opinião pública em meio a um cenário político marcado por debates sobre economia, segurança e políticas sociais.

Aprovação do Trabalho Presidencial

O instituto também perguntou aos entrevistados se aprovam ou não o trabalho de Lula como presidente. Os resultados indicam estabilidade: 48% aprovam, 49% desaprovam e 3% não souberam ou não responderam. Em maio, os índices eram de 48% de aprovação, 48% de desaprovação e 3% de indecisos. A diferença de um ponto percentual na desaprovação está dentro da margem de erro, o que reforça a percepção de um cenário político dividido, sem grandes oscilações nos últimos meses. Esse equilíbrio reflete a polarização que tem caracterizado o ambiente político brasileiro, com desafios como a inflação e o desemprego ainda no centro das preocupações da população.

Cenários Eleitorais para Outubro

A pesquisa Datafolha também simulou cenários para a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, Lula lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 31%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada um. Outros candidatos somam percentuais menores, e 19% dos eleitores declararam voto em branco, nulo ou não souberam responder. No segundo turno, o cenário principal mostra Lula com 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro, mantendo os mesmos números da pesquisa de maio. Esses dados indicam uma disputa acirrada, com o atual presidente mantendo vantagem, mas sem avanços significativos em relação ao principal adversário.

O panorama geral sugere que a avaliação do governo e a intenção de voto estão em um período de estabilidade, com a população dividida entre aprovação e desaprovação. A pesquisa Datafolha é um dos principais termômetros do clima político, e os números de junho reforçam a necessidade de os candidatos ajustarem suas estratégias para os próximos meses, especialmente em temas como economia, saúde e educação, que devem dominar o debate eleitoral.

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Operação contra Jaques Wagner reacende escândalo do Banco Master e expõe fragilidades no sistema financeiro https://republicadopovo.com.br/operacao-contra-jaques-wagner-reacende-escandalo-do-banco-master-e-expoe-fragilidades-no-sistema-financeiro/ https://republicadopovo.com.br/operacao-contra-jaques-wagner-reacende-escandalo-do-banco-master-e-expoe-fragilidades-no-sistema-financeiro/#respond Sat, 20 Jun 2026 20:39:20 +0000 https://republicadopovo.com.br/operacao-contra-jaques-wagner-reacende-escandalo-do-banco-master-e-expoe-fragilidades-no-sistema-financeiro/ A operação contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é uma boa oportunidade de revisar o PowerPoint do caso Master, conforme aponta a coluna de Celso Rocha de Barros na Folha de S.Paulo. O documento, que se tornou peça central nas investigações, detalha supostas irregularidades financeiras que envolvem o Banco Master e levantam questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de fiscalização do sistema bancário brasileiro.

A investigação, que agora atinge o senador baiano, insere-se em um contexto mais amplo de escândalos financeiros que abalam a credibilidade das instituições. O PowerPoint do Master, como ficou conhecido, teria sido utilizado para orientar operações questionáveis, incluindo a ocultação de ativos e a manipulação de balanços, práticas que, se confirmadas, representam um duro golpe contra a transparência no setor.

Impacto político e econômico

O caso ganha contornos ainda mais graves por envolver uma figura central na articulação do governo no Congresso. Jaques Wagner, ex-governador da Bahia e um dos principais nomes do PT, é alvo de uma operação que pode ter repercussões diretas na base aliada e na agenda legislativa do Executivo. A oposição já sinaliza que usará o episódio para questionar a idoneidade do governo e pressionar por novas investigações.

Do ponto de vista econômico, o escândalo reacende o debate sobre a regulação bancária no Brasil. O Banco Master, que já havia sido alvo de suspeitas anteriores, agora vê seu nome associado a um esquema que pode envolver lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Especialistas apontam que a falta de supervisão adequada permite que instituições financeiras operem à margem da lei, prejudicando a concorrência e a estabilidade do sistema.

Reações e desdobramentos

A operação contra Jaques Wagner ocorre em um momento de tensão política, com o governo enfrentando dificuldades para aprovar pautas econômicas no Congresso. A oposição, liderada por partidos como PL e União Brasil, já anunciou que solicitará a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador, além de convocar audiências públicas para discutir o caso. Enquanto isso, a defesa de Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que o PowerPoint do Master é um documento forjado, sem valor probatório.

O desfecho do caso pode ter implicações profundas para o cenário político nacional. Se as acusações forem comprovadas, o governo perderá um de seus principais articuladores no Senado, o que pode paralisar a votação de projetos importantes, como a reforma tributária e o novo marco fiscal. Por outro lado, se as investigações não avançarem, o episódio pode ser visto como mais uma tentativa de desgastar o governo sem fundamentos sólidos.

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