Dois suspeitos de participar como pistoleiros em um homicídio ocorrido em Miranorte, no Tocantins, morreram nesta terça-feira (10/3) após trocar tiros com policiais durante uma operação conjunta deflagrada simultaneamente em Alagoas, no Tocantins e no Rio de Janeiro. A vítima do crime original, José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, foi assassinada em 7 de setembro de 2024.
A operação envolveu a Diretoria de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), coordenada pelo delegado Igor Diego, e a Diretoria de Inteligência Policial (DINPOL), coordenada pelo delegado Thales Araújo, em parceria com a Delegacia de Miranorte. Agentes da CORE participaram do cumprimento dos mandados em campo.
Em Alagoas, as equipes cumpriram dois mandados de prisão e quatro de busca e apreensão. Um dos confrontos aconteceu no bairro Bom Parto, em Maceió, e o outro no município de Campo Alegre. Os dois suspeitos foram feridos, socorridos, mas não resistiram. Segundo as investigações, ambos tinham envolvimento com roubos a bancos e ameaças a autoridades públicas.
O delegado da Polícia Civil do Tocantins, Heliomar dos Santos e Silva, informou que o mandante do crime contratou os dois alagoanos para matar a vítima, motivado por desentendimentos com o ex-funcionário. Outras quatro pessoas ligadas ao caso foram presas — três em Miranorte e uma no Rio de Janeiro.
O delegado Igor Diego destacou que a ação integra um movimento de fortalecimento da cooperação entre polícias estaduais para prender criminosos que atuam fora de suas origens. A operação demonstra como investigações interligadas entre unidades de inteligência distintas conseguem rastrear suspeitos que cruzam fronteiras estaduais para escapar da responsabilização.
