tocantins – República do Povo https://republicadopovo.com.br Jornal Diário Sat, 15 Aug 2026 22:26:15 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://republicadopovo.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cropped-imagem-1774498345297-32x32.png tocantins – República do Povo https://republicadopovo.com.br 32 32 Ex-vereador de Sandolândia é condenado a 41 anos por encomendar feminicídio de técnica de enfermagem https://republicadopovo.com.br/ex-vereador-de-sandolandia-e-condenado-a-41-anos-por-encomendar-feminicidio-de-tecnica-de-enfermagem/ https://republicadopovo.com.br/ex-vereador-de-sandolandia-e-condenado-a-41-anos-por-encomendar-feminicidio-de-tecnica-de-enfermagem/#respond Sat, 15 Aug 2026 22:26:15 +0000 https://republicadopovo.com.br/ex-vereador-de-sandolandia-e-condenado-a-41-anos-por-encomendar-feminicidio-de-tecnica-de-enfermagem/ Em decisão que chocou a região sul do Tocantins, o ex-vereador de Sandolândia, Genivaldo Mendes da Silva, foi condenado a 41 anos e três meses de prisão em regime fechado por ser o mandante do feminicídio contra a técnica de enfermagem Daiany Batista de Carvalho, de 31 anos. O julgamento, realizado em Gurupi, também condenou Faustino Ferreira Madeira, executor dos disparos, a 34 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão. A sentença, à qual o g1 teve acesso, reconheceu que o crime foi cometido por razões de menosprezo e discriminação à condição de mulher, uma vez que o ex-vereador não aceitava o relacionamento homoafetivo que sua ex-companheira mantinha com a vítima.

Segundo a investigação, Genivaldo Mendes da Silva pagou R$ 5 mil a Faustino Ferreira Madeira e o levou até o local do crime, em Figueirópolis, onde Daiany Batista de Carvalho foi surpreendida ao sair do trabalho, quando seguia para seu veículo. A vítima foi atingida por três tiros, sendo que ao menos um perfurou o coração, causando morte imediata. A Justiça destacou que a ação foi inopinada, pegando a vítima desprevenida e sem chance de defesa, o que agravou a pena.

Confissão e motivação

Na época da prisão, em novembro de 2025, Genivaldo Mendes da Silva confessou à polícia que encomendou a morte de Daiany por R$ 5 mil. A motivação, segundo os autos, foi a não aceitação do relacionamento homoafetivo entre sua ex-companheira e a técnica de enfermagem. A ex-companheira, em depoimento, informou que os filhos ainda passam por acompanhamento psicológico e psiquiátrico devido ao “severo trauma emocional” causado pelo assassinato.

Reações das defesas

A defesa de Genivaldo Mendes da Silva classificou a decisão como injusta e argumentou que o ato não configura feminicídio, pois ele não tinha vínculo afetivo ou familiar com a vítima. A defesa também negou que ele tenha dado a ordem para o crime e afirmou que recorrerá da sentença. Já a defesa de Faustino Ferreira Madeira informou que já entrou com recurso, pedindo a anulação do julgamento e a realização de novo júri, por entender que a decisão dos jurados foi contrária às provas dos autos.

Panorama e impacto

O caso ganhou repercussão nacional por envolver um ex-vereador e por evidenciar a violência motivada por LGBTfobia, que se soma aos alarmantes índices de feminicídio no Brasil. A condenação é vista como um precedente importante para o enfrentamento de crimes de ódio contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+. A sentença reforça a necessidade de políticas públicas de proteção e de punição exemplar para crimes dessa natureza, que frequentemente ficam impunes. A Justiça do Tocantins, ao reconhecer o feminicídio mesmo sem vínculo afetivo direto, amplia a interpretação da lei, alinhando-se à jurisprudência que considera a violência de gênero em qualquer contexto de menosprezo à condição feminina.

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Justiça mantém prisão de pai e madrasta suspeitos de torturar e matar menino de 3 anos no Tocantins https://republicadopovo.com.br/justica-mantem-prisao-de-pai-e-madrasta-suspeitos-de-torturar-e-matar-menino-de-3-anos-no-tocantins/ https://republicadopovo.com.br/justica-mantem-prisao-de-pai-e-madrasta-suspeitos-de-torturar-e-matar-menino-de-3-anos-no-tocantins/#respond Sat, 08 Aug 2026 20:29:31 +0000 https://republicadopovo.com.br/justica-mantem-prisao-de-pai-e-madrasta-suspeitos-de-torturar-e-matar-menino-de-3-anos-no-tocantins/ A Justiça do Tocantins decidiu manter a prisão preventiva de Igor Gustavo Veloso de Sousa e de sua companheira, Kathellen Moreira, ambos suspeitos de torturar e matar o menino Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, filho de Igor. O caso, que chocou a cidade de Palmas, ganhou novos contornos com a revelação de que a mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa, já havia registrado queixas de agressões e ameaças contra o ex-companheiro desde 2024, incluindo um vídeo em que o menino chorava e dizia que não queria ir para a casa do pai porque ele batia nele.

O corpo de Gustavo foi encontrado na residência do pai na segunda-feira (3), após a criança passar o fim de semana no local. A morte, inicialmente tratada como acidental, passou a ser investigada como homicídio qualificado após indícios de tortura. A mãe, que vivia uma disputa judicial contra Igor por pensão alimentícia e possuía medidas restritivas contra ele, apresentou à polícia registros de que o filho voltava machucado e dopado das visitas ao pai desde o ano anterior.

Histórico de violência e ameaças

As investigações revelaram um histórico de violência que antecedeu o crime. Em outubro de 2023, quando Gustavo tinha apenas oito meses, Igor Gustavo foi afastado da presidência do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO), após ser denunciado por Sabrina Feitosa por violência doméstica e ameaças de morte. Em um áudio anexado ao boletim de ocorrência, o advogado intimidava a ex-companheira com frases como: “Sua sorte é que você tava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua […] Mas, se houver uma próxima vez, você não escapa. Eu te meto uma bala na cara”. A Justiça chegou a conceder medida protetiva a Sabrina após o portão da casa dela ser arrombado.

Defesas apresentam versões distintas

A defesa de Igor Gustavo informou que o cliente se colocou à disposição das autoridades assim que soube do pedido de prisão, em uma entrega voluntária pré-combinada na residência em que se encontrava. Os advogados destacaram a postura colaborativa e afirmaram que não comentarão detalhes do processo devido ao sigilo das investigações. Já a defesa de Kathellen Moreira manifestou estarrecimento com a decretação da prisão preventiva, argumentando que a decisão não considerou o fato de ela amamentar uma bebê de apenas cinco meses. A equipe jurídica anunciou que acionará o Poder Judiciário para requerer a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar.

Panorama do caso e repercussão

O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a violência doméstica e a proteção infantil no Brasil. A morte de Gustavo Veloso expõe falhas nos mecanismos de proteção a crianças em situação de vulnerabilidade, especialmente quando há histórico de agressões registrado. Organizações de defesa dos direitos da criança e da mulher cobram agilidade nas investigações e a aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A polícia segue ouvindo testemunhas e analisando laudos periciais para esclarecer as circunstâncias exatas da morte do menino, enquanto a Justiça mantém os suspeitos presos para garantir a continuidade das investigações.

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Acordo entre filhos e Ministério Público garante cuidados contínuos a idosa de 100 anos em Palmeirópolis https://republicadopovo.com.br/acordo-entre-filhos-e-ministerio-publico-garante-cuidados-continuos-a-idosa-de-100-anos-em-palmeiropolis/ https://republicadopovo.com.br/acordo-entre-filhos-e-ministerio-publico-garante-cuidados-continuos-a-idosa-de-100-anos-em-palmeiropolis/#respond Sat, 08 Aug 2026 11:27:38 +0000 https://republicadopovo.com.br/acordo-entre-filhos-e-ministerio-publico-garante-cuidados-continuos-a-idosa-de-100-anos-em-palmeiropolis/ Os quatro filhos de uma idosa de 100 anos, moradora de Palmeirópolis, no Tocantins, firmaram um acordo com o Ministério Público para se revezar nos cuidados com a mãe, garantindo convivência digna e assistência compatível com sua saúde e vulnerabilidade. A decisão foi formalizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), proposto pelo promotor de Justiça Vicente José Tavares Neto, que responde pela Promotoria de Justiça de Palmeirópolis. O acordo estabelece uma escala de revezamento contínuo e a contratação de um cuidador profissional, além de visitas frequentes para suporte afetivo e acompanhamento das condições de saúde, higiene e alimentação.

Os nomes dos filhos não foram divulgados, e o g1 não conseguiu contato com a defesa deles. A medida foi tomada após o MP identificar a necessidade de reforçar a proteção à idosa, que se encontra em situação de vulnerabilidade. Caso alguma cláusula do TAC seja descumprida, os familiares estarão sujeitos a uma multa de R$ 2 mil por ocorrência, além de outras medidas judiciais cabíveis.

Direito ao cuidado e responsabilização familiar

O advogado Kawê Marinho, ouvido pela reportagem, explicou que a legislação brasileira impõe a filhos e familiares o dever de amparar idosos que dependem de cuidados. O Estatuto do Idoso determina que família, sociedade e poder público devem garantir proteção e dignidade às pessoas idosas, especialmente às mais vulneráveis. Esse cuidado abrange não apenas aspectos materiais e financeiros, mas também saúde, alimentação, higiene e convívio familiar.

“A legislação brasileira tem um olhar cuidadoso para os mais vulneráveis, especialmente os idosos que necessitam de maior zelo e amparo em aspectos físicos, materiais, sociais e afetivos”, destacou Marinho. Quando a família deixa de prestar assistência, o Ministério Público pode atuar para assegurar os direitos do idoso, como ocorreu neste caso.

O TAC é um instrumento extrajudicial que resolve conflitos sem a necessidade de processo judicial, permitindo que os envolvidos assumam compromissos para corrigir problemas identificados. No caso da centenária, o acordo busca garantir acompanhamento contínuo e evitar situações de negligência ou abandono.

Panorama geral: proteção ao idoso em debate

O caso de Palmeirópolis reflete uma preocupação crescente com o envelhecimento populacional e a necessidade de políticas efetivas de cuidado. No Brasil, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) estabelece direitos fundamentais e mecanismos de proteção, mas a aplicação prática ainda enfrenta desafios, como a sobrecarga familiar e a falta de estrutura pública. Acordos como o TAC são ferramentas importantes para garantir dignidade sem judicializar conflitos, mas especialistas alertam que é preciso ampliar investimentos em serviços de assistência social e saúde para idosos.

Enquanto isso, a Justiça e o MP seguem atentos a casos de violência, maus-tratos e omissão na proteção de idosos, que podem resultar em responsabilização civil e criminal. A multa prevista no TAC é um exemplo de como acordos podem ter caráter coercitivo, mas também pedagógico, reforçando a importância do cuidado familiar.

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PF apreende R$ 900 mil em espécie com deputado estadual no Tocantins; parlamentar alega origem lícita https://republicadopovo.com.br/pf-apreende-r-900-mil-em-especie-com-deputado-estadual-no-tocantins-parlamentar-alega-origem-licita/ https://republicadopovo.com.br/pf-apreende-r-900-mil-em-especie-com-deputado-estadual-no-tocantins-parlamentar-alega-origem-licita/#respond Wed, 29 Jul 2026 21:27:17 +0000 https://republicadopovo.com.br/pf-apreende-r-900-mil-em-especie-com-deputado-estadual-no-tocantins-parlamentar-alega-origem-licita/ A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 900 mil em espécie com o deputado estadual pelo Tocantins Nilton Franco (Republicanos), durante uma ação em uma agência bancária de Palmas. O parlamentar confirmou ser o dono do montante e afirmou que os valores têm origem lícita. A apreensão ocorreu na segunda-feira (27) e o deputado foi conduzido à Superintendência da PF para prestar esclarecimentos. Um inquérito policial foi instaurado para investigar a origem e a possível destinação do dinheiro.

Segundo a PF, a investigação em andamento busca esclarecer a origem e destinação do valor. O deputado informou à reportagem que é pecuarista e os valores têm origem da venda e em negócios com gado. “Assim que for liberado, o valor será pago. O ônus da prova cabe a quem está levantando a suspeita. Se a PF entende que o dinheiro não tem origem ou que teria outra finalidade, cabe a ela provar. A origem do dinheiro está lá. Parte é oriunda de financiamento e a outra parte vem da venda de gado. As notas fiscais das vendas estão lá. Os R$ 900 mil eram para o pagamento do gado que eu comprei”, afirmou o deputado.

A defesa de Nilton Franco também se manifestou, afirmando que o dinheiro é proveniente de vendas de gado e de um empréstimo bancário destinado ao custeio agropecuário. “Para surpresa do dep. Nilton Franco, o mesmo foi abordado pela Polícia Federal após fazer um saque em sua conta bancária pessoal, de recurso de origem lícita, declarada e comprovada. O Dinheiro tem origem em vendas de gado e empréstimo bancário para custeio agropecuário e o recurso seria usado no pagamento de obrigações contraídas também em relação à pecuária. Tudo está documentado e será devidamente demonstrado”, diz a nota da defesa.

O caso ocorre em meio a um contexto de atenção redobrada sobre movimentações financeiras de agentes públicos no Brasil. A apreensão de grandes quantias em espécie frequentemente levanta questionamentos sobre a transparência e a legalidade das operações financeiras, especialmente quando envolvem parlamentares. A investigação da PF deverá analisar a documentação apresentada pelo deputado e verificar a consistência das alegações de origem lícita.

Nilton Franco (União Brasil) está no terceiro mandato como deputado estadual do Tocantins. A apreensão ocorre em um momento em que a PF intensifica operações de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de bens, com foco em agentes públicos. O desfecho do inquérito poderá ter implicações políticas e judiciais no estado.

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Ponte de R$ 92 milhões no Tocantins será reconstruída após 18 anos com danos irreversíveis https://republicadopovo.com.br/ponte-de-r-92-milhoes-no-tocantins-sera-reconstruida-apos-18-anos-com-danos-irreversiveis/ https://republicadopovo.com.br/ponte-de-r-92-milhoes-no-tocantins-sera-reconstruida-apos-18-anos-com-danos-irreversiveis/#respond Mon, 20 Jul 2026 00:27:17 +0000 https://republicadopovo.com.br/ponte-de-r-92-milhoes-no-tocantins-sera-reconstruida-apos-18-anos-com-danos-irreversiveis/ Inaugurada em dezembro de 2007, a ponte sobre o Rio Tocantins na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, foi projetada para ser um pilar da economia regional, mas apresentou danos irreversíveis após 18 anos de uso. A estrutura terá que ser reconstruída, segundo anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O laudo técnico desta sexta-feira (17) revelou que o concreto das fundações sofre de patologias químicas graves, como a reação álcali-agregado e a formação de etringita tardia. Segundo o Dnit, essas reações causaram um desgaste definitivo que impede a reforma e, seguindo as regras do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte), foi decidido que a ponte deverá ser totalmente reconstruída.

Segundo registros do Governo do Tocantins, a construção da ponte, batizada oficialmente de Ponte Prefeito Leôncio Miranda, teve um custo total de R$ 92,7 milhões e foi um projeto realizado em parceria entre os governos estadual e federal. No início da obra, em 2005, os dados do Governo do Tocantins informam que o estado investiu R$ 30 milhões. Outros R$ 30 milhões foram aplicados no ano seguinte, enquanto a União garantiu o restante dos recursos para a execução da estrutura, que é parte integrante da rodovia federal BR-235.

Contexto e importância econômica

A obra foi iniciada pelo então governador Marcelo Miranda (MDB), com o objetivo de substituir o transporte por balsas e baratear os custos de frete para a produção de soja da região, que representava 20% de toda a produção do estado na época. Com 1.060 metros de extensão e erguida sobre 24 pilares, a ponte foi considerada a mais extensa do Tocantins na época. Além da importância econômica para o escoamento de grãos para mercados como China e Europa, a obra liga o Tocantins aos estados do Pará e Maranhão.

Cronologia da interdição

A crise estrutural da ponte se agravou rapidamente entre os meses de maio e julho de 2026. Em 21 de maio de 2026, o Dnit realizou a interdição total da ponte após vistorias identificarem problemas nos pilares. Inicialmente, havia apenas restrição para veículos pesados (acima de 4 toneladas), mas a medida evoluiu para o fechamento completo por segurança. Em 25 de maio de 2026, com o bloqueio, o Governo do Tocantins autorizou uma operação emergencial e a travessia por balsa no Rio Tocantins, além de decretar situação de emergência no município afetado.

O laudo técnico, divulgado em 17 de julho de 2026, confirmou que as patologias químicas — reação álcali-agregado e etringita tardia — comprometeram de forma irreversível o concreto das fundações, inviabilizando qualquer reparo. A decisão de reconstruir a ponte segue as diretrizes do Proarte, programa federal de reabilitação de obras de arte especiais.

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Operação Falsum Imperium: grupo suspeito de golpes virtuais com passagens aéreas e animais de alto valor é preso após movimentar mais de R$ 4 milhões https://republicadopovo.com.br/operacao-falsum-imperium-grupo-suspeito-de-golpes-virtuais-com-passagens-aereas-e-animais-de-alto-valor-e-preso-apos-movimentar-mais-de-r-4-milhoes/ https://republicadopovo.com.br/operacao-falsum-imperium-grupo-suspeito-de-golpes-virtuais-com-passagens-aereas-e-animais-de-alto-valor-e-preso-apos-movimentar-mais-de-r-4-milhoes/#respond Tue, 14 Jul 2026 20:27:25 +0000 https://republicadopovo.com.br/operacao-falsum-imperium-grupo-suspeito-de-golpes-virtuais-com-passagens-aereas-e-animais-de-alto-valor-e-preso-apos-movimentar-mais-de-r-4-milhoes/ Quatro homens, com idades entre 20 e 67 anos, foram presos nesta terça-feira (14) em Araguatins, no norte do Tocantins, sob suspeita de integrar um esquema de estelionato virtual e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 4 milhões desde 2020. A ação, batizada de Operação Falsum Imperium, foi deflagrada pela 10ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, após denúncias anônimas sobre o padrão de vida incompatível com a renda declarada de um dos investigados. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o grupo utilizava perfis falsos em redes sociais para anunciar a venda de passagens aéreas, animais de alto valor e produtos de grandes lojas varejistas, e depois distribuía o dinheiro das vítimas em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento.

A investigação, que contou com quebra de sigilos bancário, de mensagens e de e-mails, revelou que os suspeitos empregavam técnicas de ocultação de recursos, misturando valores lícitos com os lucros obtidos por meio dos golpes. De 2020 até o momento, cerca de R$ 2 milhões teriam entrado nas contas dos investigados sem qualquer comprovação de origem. Os nomes dos presos não foram divulgados, e o g1 não conseguiu localizar a defesa deles.

Esquema de fraudes e lavagem de dinheiro

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava de forma organizada: após as vítimas pagarem pelos produtos falsos — que incluíam desde passagens aéreas até animais de alto valor — o dinheiro era fracionado e transferido para múltiplas contas, dificultando o rastreamento pelas autoridades. A operação, que recebeu o nome de Falsum Imperium, teve início após denúncias anônimas sobre o padrão de vida de um dos suspeitos, que seria incompatível com a renda declarada.

Durante a ação policial, foram apreendidos um carro e uma motocicleta. Os quatro suspeitos foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins e permanecem à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

O caso ocorre em um contexto de crescimento de fraudes bancárias e estelionatos virtuais no Brasil, que têm causado prejuízos milionários em diversos estados. Operações como a Dupla Face e outras já desarticularam grupos suspeitos de desviar R$ 5 milhões de contas bancárias em quatro estados, enquanto esquemas de instalação de dispositivos em caixas eletrônicos e contas de traders suspeitos de lavagem de dinheiro também têm sido alvo de investigações. A atuação coordenada das polícias civis, com quebras de sigilos e rastreamento de transações, tem sido essencial para desmantelar essas redes criminosas.

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MPTO investiga psicóloga por supostamente morar em posto de saúde e usar trajes de banho durante atendimento https://republicadopovo.com.br/mpto-investiga-psicologa-por-supostamente-morar-em-posto-de-saude-e-usar-trajes-de-banho-durante-atendimento/ https://republicadopovo.com.br/mpto-investiga-psicologa-por-supostamente-morar-em-posto-de-saude-e-usar-trajes-de-banho-durante-atendimento/#respond Tue, 14 Jul 2026 19:33:46 +0000 https://republicadopovo.com.br/mpto-investiga-psicologa-por-supostamente-morar-em-posto-de-saude-e-usar-trajes-de-banho-durante-atendimento/ O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou investigação para apurar denúncia de que uma psicóloga contratada temporariamente pela Prefeitura de Aparecida do Rio Negro, na região central do estado, estaria utilizando uma Unidade Básica de Saúde (UBS) como moradia e circulando com trajes de banho na área de atendimento. A portaria publicada pelo MPTO, com base em relato anônimo, aponta possíveis irregularidades no uso do espaço público e na conduta profissional, o que pode configurar violação de normas sanitárias e éticas.

A denúncia, recebida pelo MPTO, detalha que a profissional, cujo nome não foi divulgado, estaria residindo no interior da UBS, utilizando o local para pernoite e higiene pessoal, além de transitar entre os consultórios e corredores vestindo trajes de banho, como biquínis e sungas. A situação, segundo a portaria, teria ocorrido durante o expediente e em horários de atendimento ao público, gerando constrangimento entre pacientes e funcionários. A investigação busca confirmar se houve desvio de finalidade do imóvel público e se a conduta fere o Código de Ética dos Psicólogos, que exige postura profissional e respeito ao ambiente de trabalho.

Impactos na gestão pública e na saúde

O caso levanta questões sobre a fiscalização de contratos temporários na saúde pública do Tocantins. A Prefeitura de Aparecida do Rio Negro, responsável pela contratação da psicóloga, ainda não se manifestou oficialmente, mas a investigação do MPTO pode resultar em recomendações para reforçar o controle sobre o uso de unidades de saúde. Especialistas apontam que a falta de moradia adequada para profissionais contratados em regiões remotas é um problema recorrente, mas a utilização de uma UBS como residência é considerada irregular, pois compromete a segurança sanitária e a privacidade dos pacientes.

Além disso, a circulação com trajes de banho em ambiente de atendimento clínico pode expor a unidade a riscos de contaminação e desrespeitar normas de biossegurança. O Conselho Regional de Psicologia do Tocantins (CRP-TO) foi notificado e deve acompanhar o caso, podendo abrir processo ético contra a profissional, caso as denúncias sejam confirmadas. A situação também reacende o debate sobre as condições de trabalho de profissionais temporários na saúde, que muitas vezes atuam em localidades distantes sem suporte habitacional ou logístico adequado.

Panorama político e administrativo

O episódio ocorre em um contexto de tensão na gestão municipal de Aparecida do Rio Negro, cidade com cerca de 4 mil habitantes, que enfrenta desafios na manutenção de serviços básicos de saúde. A prefeitura, sob comando do prefeito João Batista da Silva (MDB), tem sido alvo de críticas da oposição local por supostas falhas na supervisão de contratos e na infraestrutura das UBS. A investigação do MPTO pode ampliar a pressão sobre o Executivo municipal, que já responde a outras ações civis públicas por irregularidades na área da saúde.

No âmbito estadual, o governo do Tocantins, liderado pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), tem promovido auditorias em contratos temporários da saúde, mas o caso de Aparecida do Rio Negro expõe a necessidade de maior capilaridade na fiscalização. O MPTO, por meio da Promotoria de Justiça de Porto Nacional, responsável pela investigação, deve ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança da UBS nos próximos dias. A psicóloga, que não foi localizada para comentar, pode ser convocada a prestar depoimento e, se comprovadas as irregularidades, responder por improbidade administrativa e violação de normas sanitárias.

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Pizza de chambari com tutano viraliza e coloca culinária tocantinense em evidência nacional https://republicadopovo.com.br/pizza-de-chambari-com-tutano-viraliza-e-coloca-culinaria-tocantinense-em-evidencia-nacional/ https://republicadopovo.com.br/pizza-de-chambari-com-tutano-viraliza-e-coloca-culinaria-tocantinense-em-evidencia-nacional/#respond Mon, 13 Jul 2026 09:27:19 +0000 https://republicadopovo.com.br/pizza-de-chambari-com-tutano-viraliza-e-coloca-culinaria-tocantinense-em-evidencia-nacional/ Uma pizza inspirada no chambari, um dos pratos mais tradicionais do Tocantins, viralizou nas redes sociais após ser lançada por uma pizzaria de Palmas. O sabor, servido com pedaços de carne e tutano, gerou milhares de reações e comentários, colocando em destaque a criatividade culinária local e o reconhecimento oficial do prato como patrimônio cultural e gastronômico do estado.

O vídeo que impulsionou a repercussão foi publicado por uma lanchonete da região sul de Palmas. Nas imagens, Robson Reis, de 37 anos, proprietário do estabelecimento, experimenta a novidade e destaca o diferencial da receita. “Comer uma pizza de chambari com esse tutano aqui é diferente”, afirma durante a gravação. Segundo ele, a ideia de adicionar o tutano foi o ponto de virada: “Já tínhamos essa opção no cardápio, mas não tinha muita saída. Aí resolvemos acrescentar o tutano, e o negócio explodiu. Às vezes é até difícil de encontrar, mas todas as pizzas vêm com tutano”.

Até esta segunda-feira (13), o vídeo acumulava cerca de 6 mil curtidas e gerou centenas de comentários. Enquanto alguns internautas elogiaram a criatividade da receita, outros brincaram com a quantidade de ingredientes. “Só faltou a farinha”, comentou uma usuária, fazendo referência ao acompanhamento tradicional do chambari. Outra sugeriu que a receita participasse do Festival Gastronômico de Taquaruçu: “Uma criatividade dessas… deveria participar do Festival Gastronômico de Taquaruçu”. Também houve quem brincasse com a quantidade de gordura presente no tutano: “Pizza sabor infarto”, comentou outra internauta.

A pizza faz parte das receitas “diferentonas” divulgadas pela pizzaria nas redes sociais. O perfil do estabelecimento reúne outros vídeos que também viralizaram mostrando pizzas e lanches com grandes quantidades de ingredientes, como queijo, chocolate e diferentes tipos de carnes. O fenômeno reflete uma tendência de consumo que valoriza a inovação e a experiência visual, mas também levanta questões sobre os limites entre criatividade e exagero na gastronomia.

De tradição regional a patrimônio gastronômico

O chambari é um dos pratos mais tradicionais da culinária tocantinense. Preparado com músculo bovino e osso com tutano, normalmente é servido com arroz, farinha, mandioca e cheiro-verde, sendo presença frequente em restaurantes da capital e do interior do estado. O prato ganhou reconhecimento oficial em 2017, quando a Assembleia Legislativa do Tocantins aprovou a Lei nº 3.253, que o declarou Patrimônio Cultural e Gastronômico do Estado ao lado da buchada e da paçoca de carne seca. Em 2024, a Lei nº 4.459 ampliou a norma e reafirmou o chambari como um dos pratos típicos e símbolos da identidade cultural tocantinense.

A repercussão da pizza de chambari com tutano ocorre em um contexto de valorização da gastronomia regional como vetor de turismo e desenvolvimento econômico. O estado do Tocantins, que tem no Festival Gastronômico de Taquaruçu um dos principais eventos do setor, vê na criatividade de empreendedores como Robson Reis uma oportunidade de projetar sua culinária para além das fronteiras locais. Ao mesmo tempo, a viralização do vídeo reacende o debate sobre a preservação das receitas tradicionais diante de inovações que podem descaracterizar pratos históricos.

Enquanto isso, a pizzaria de Palmas segue apostando em receitas ousadas para atrair clientes e engajar seguidores. O caso ilustra como a cultura digital pode impulsionar negócios locais e, ao mesmo tempo, colocar em pauta a importância de políticas públicas de proteção ao patrimônio imaterial, como as leis que reconhecem o chambari como símbolo do Tocantins.

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Câmeras flagram execução a tiros em Guaraí; dupla em moto é procurada https://republicadopovo.com.br/cameras-flagram-execucao-a-tiros-em-guarai-dupla-em-moto-e-procurada/ https://republicadopovo.com.br/cameras-flagram-execucao-a-tiros-em-guarai-dupla-em-moto-e-procurada/#respond Sun, 12 Jul 2026 23:26:53 +0000 https://republicadopovo.com.br/cameras-flagram-execucao-a-tiros-em-guarai-dupla-em-moto-e-procurada/ Um homem de 28 anos, identificado como Welliton John Morais dos Santos Silva, foi executado a tiros na manhã deste domingo (12), em Guaraí, na região central do estado. O ataque foi registrado por câmeras de segurança e ocorreu por volta das 8h, na Avenida Sebastião Sales, localizada no Setor Pestana. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a vítima foi atingida por disparos efetuados por dois homens que estavam em uma motocicleta. Após os tiros, os suspeitos fugiram e, até a última atualização desta reportagem, permaneciam foragidos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e encontrou Welliton caído na via, com uma perfuração na região abdominal. Os militares realizaram o controle de sangramento e procedimentos de imobilização no local. Durante o transporte para a unidade de saúde, foi necessário o uso de oxigenoterapia para tentar estabilizar o paciente. A Polícia Militar informou que prestou apoio aos bombeiros e isolou a área para o trabalho da Polícia Científica. Welliton foi levado com vida ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade hospitalar.

A ocorrência foi registrada e o caso está sob investigação da Polícia Civil de Guaraí. Equipes da PM realizaram diligências na região para tentar localizar os autores do homicídio. A motivação do crime ainda é desconhecida. O episódio se soma a uma série de homicídios registrados no estado, que tem enfrentado desafios no combate à criminalidade, especialmente em cidades do interior. A falta de esclarecimento sobre a motivação do crime levanta preocupações sobre a segurança pública na região, que já registrou outros casos de execuções com características semelhantes, como o ataque a tiros em Teresina e a operação policial em Peruíbe.

Panorama da violência no Tocantins

O homicídio em Guaraí ocorre em um contexto de aumento da violência no estado, que tem registrado crimes com uso de armas de fogo e execuções em vias públicas. Dados da SSP indicam que a maioria dos homicídios está relacionada a conflitos pessoais, dívidas ou disputas territoriais. A falta de testemunhas e a dificuldade de identificação dos suspeitos são desafios constantes para a polícia. A população local cobra mais efetivo policial e ações preventivas para conter a onda de violência.

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Ex-detento que cursa medicina na UFNT enfrenta burocracia para transferência e denuncia demora no processo https://republicadopovo.com.br/ex-detento-que-cursa-medicina-na-ufnt-enfrenta-burocracia-para-transferencia-e-denuncia-demora-no-processo/ https://republicadopovo.com.br/ex-detento-que-cursa-medicina-na-ufnt-enfrenta-burocracia-para-transferencia-e-denuncia-demora-no-processo/#respond Sat, 11 Jul 2026 10:26:43 +0000 https://republicadopovo.com.br/ex-detento-que-cursa-medicina-na-ufnt-enfrenta-burocracia-para-transferencia-e-denuncia-demora-no-processo/ O estudante de medicina Wallace William da Costa, de 47 anos, que cumpre o 8º período do curso na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína, enfrenta entraves burocráticos para obter transferência para uma universidade em Minas Gerais, estado onde residem sua esposa e quatro filhas. O processo, iniciado em novembro de 2025 na UFNT, só foi recebido pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em abril de 2026, após mais de 70 dias de paralisação. Wallace, que foi preso aos 18 anos por tráfico de drogas e cumpriu seis anos de pena, alega que a demora pode ser motivada por preconceito. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou o cumprimento da condenação e a extinção da punibilidade.

Desde que iniciou o curso, Wallace mantém contato com a família apenas durante os períodos de férias. Uma das filhas é autista e necessita de cuidados especiais. “Não tenho condições de trazer para morar em Araguaína, sobrevivo de bolsas e é tudo muito contado para a sobrevivência delas e a minha”, relatou o estudante. Ele destacou que a maior conquista é a família e que tudo o que faz é por elas.

A UFNT informou que o processo de transferência aguarda a manifestação da instituição destinatária para dar continuidade às próximas etapas. Já a UFJF, por meio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), afirmou que entrou em contato com Wallace para prestar esclarecimentos e atualizar informações sobre o processo. O estudante, no entanto, critica a morosidade: “Um pedido feito em novembro de 2025, e a UFJF só receber em abril de 2026. Um processo ficar parado mais de 70 dias e só ser iniciado após eu comparecer pessoalmente para cobrar”.

Wallace, que concluiu o 8º período no início de julho de 2026, passou a receber convites para palestras sobre sua trajetória de superação. Ele foi aprovado em nove concursos públicos, incluindo cargos na Fiocruz e na Petrobras, e atuou em dois até 2016, quando precisou se dedicar integralmente ao curso de medicina. A situação expõe desafios no sistema de transferência universitária e levanta questionamentos sobre possíveis barreiras enfrentadas por egressos do sistema prisional no acesso à educação superior.

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