PSD articula Kassab como vice de Caiado para conter avanço de Zema na corrida presidencial

Integrantes do PSD discutem lançar o presidente do partido, Gilberto Kassab, como pré-candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado na disputa ao Palácio do Planalto, na tentativa de frear a movimentação por uma aliança que teria Romeu Zema (Novo) como cabeça da chapa. A articulação, revelada por fontes internas da legenda, ocorre em meio a um cenário de intensa reorganização das forças políticas de centro-direita para as eleições de 2026.

A proposta de lançar Kassab como vice de Caiado representa uma estratégia do PSD para manter protagonismo na sucessão presidencial, evitando que o partido seja relegado a um papel secundário em uma eventual aliança encabeçada por Zema. O governador de Minas Gerais, filiado ao Novo, tem buscado ampliar sua base de apoio e já sinalizou interesse em construir uma frente ampla de oposição, o que incluiria o PSD, mas sob sua liderança.

Nos bastidores, a movimentação do PSD é vista como uma tentativa de conter o avanço de Zema, que vem consolidando seu nome como alternativa viável ao atual governo. A aliança com Caiado, governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, permitiria ao partido manter o controle sobre a estratégia eleitoral e garantir espaço na chapa principal. Kassab, experiente articulador político, é considerado uma peça-chave para equilibrar as forças internas e externas da legenda.

O panorama político geral indica que a disputa pela sucessão presidencial de 2026 está cada vez mais fragmentada, com múltiplos atores buscando alianças estratégicas. Enquanto o PSD tenta se reposicionar, outros partidos de centro-direita, como o União Brasil e o PP, também avaliam cenários de coligação. A movimentação do PSD, no entanto, evidencia a dificuldade de se construir uma unidade em torno de um único nome, o que pode beneficiar o atual governo nas urnas.

A informação foi originalmente publicada pela Folha de S.Paulo, em 30 de maio de 2026, e destaca a complexidade das negociações em curso. O desfecho dessas articulações dependerá da capacidade dos partidos em conciliar interesses regionais e nacionais, além da resposta dos eleitores às propostas apresentadas.

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