Uma mulher cadeirante foi presa neste sábado (30) ao tentar entrar na Penitenciária de Segurança Máxima de Alagoas, em Maceió, com drogas e celulares escondidos na roupa. Segundo apuração da TV Asa Branca Alagoas, ela confessou que receberia R$ 15 mil para entregar o material ao companheiro, que está preso na unidade. Com ela, foram apreendidos cerca de 200 gramas de uma substância semelhante à maconha e seis aparelhos celulares.
A mulher foi flagrada ao passar pelo scanner corporal da penitenciária. Após os policiais notarem imagens suspeitas durante a inspeção, ela chegou a alegar que portava apenas um aparelho. Contudo, a revista revelou os seis celulares e as drogas escondidos em um short usado por baixo do vestido. A suspeita e o material apreendido foram encaminhados para a delegacia, onde o caso foi registrado.
O episódio expõe a fragilidade dos sistemas de segurança em presídios brasileiros, onde tentativas de entrada de ilícitos são frequentes. Em Alagoas, a Penitenciária de Segurança Máxima é uma das unidades mais vigiadas do estado, mas o uso de visitantes como “mulas” para transportar drogas e celulares ainda desafia as autoridades. A ação ocorre em um contexto de superlotação carcerária e corrupção sistêmica, que alimenta o crime organizado dentro e fora dos muros das prisões.
A prisão da cadeirante também levanta questões sobre a vulnerabilidade de pessoas com deficiência, que podem ser cooptadas por facções criminosas para transportar materiais ilícitos, aproveitando-se de uma possível menor suspeição por parte dos agentes penitenciários. O caso será investigado pela Polícia Civil de Alagoas, que busca identificar a origem dos celulares e da droga, bem como a rede de contatos do detento que encomendou o material.
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