Concessões rodoviárias em São Paulo: promessa de campanha de Tarcísio enfrenta resultados modestos

Embora tenha sido eleito com o apelido de Tarcísio do Asfalto e feito das batidas de martelo na Bolsa uma de suas marcas, Tarcísio de Freitas (Republicanos) acumula resultados numéricos no setor de concessões de rodovias mais tímidos do que outros políticos, colocando em xeque a exposição de uma de suas principais bandeiras eleitorais. A constatação é de reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 31 de maio de 2026, que aponta atrasos, derrotas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e baixo investimento em estradas.

O governador, que fez campanha com a promessa de acelerar as concessões rodoviárias para melhorar a infraestrutura paulista, viu seus números ficarem aquém do esperado. Dados oficiais mostram que, em comparação com gestões anteriores e de outros estados, o ritmo de novas concessões e os valores investidos são menores. A situação levanta questionamentos sobre a eficácia da estratégia adotada pela gestão estadual.

Panorama político e impacto das concessões

As concessões rodoviárias são uma das principais ferramentas de política pública para alavancar investimentos em infraestrutura sem sobrecarregar os cofres públicos. Em São Paulo, estado com a maior malha rodoviária do país, o tema ganha relevância ainda maior. A promessa de Tarcísio de Freitas de impulsionar esse setor encontrou obstáculos burocráticos e jurídicos, incluindo decisões desfavoráveis no TCE que atrasaram processos licitatórios.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a falta de avanços concretos pode comprometer a credibilidade do governador junto ao setor produtivo e à população, especialmente em um ano eleitoral. A comparação com outros estados, como Minas Gerais e Paraná, que avançaram em concessões de forma mais célere, acirra o debate sobre a eficiência da gestão paulista.

Os valores envolvidos nas concessões, conforme dados oficiais, somam montantes significativos, mas o impacto real na melhoria das estradas ainda é limitado. Atrasos em obras e a necessidade de revisões contratuais são apontados como fatores que contribuem para o cenário atual. A situação coloca em xeque não apenas a bandeira eleitoral de Tarcísio, mas também a capacidade do governo de cumprir promessas de campanha.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *