O Partido dos Trabalhadores (PT) dará início, a partir desta semana, a uma série de pesquisas internas para definir seu candidato ao governo de Minas Gerais, após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em disputar o cargo. A decisão de Pacheco, anunciada nos últimos dias, deixou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem palanque no segundo maior colégio eleitoral do país, intensificando o impasse dentro da legenda e entre os aliados da base governista.
As pesquisas internas do PT buscam avaliar a viabilidade eleitoral de possíveis nomes, como o deputado federal Rogério Correia e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (sem partido), que já sinalizou interesse em compor uma chapa. O levantamento também considerará o desempenho de pré-candidatos em cenários com e sem o apoio formal do PSB, partido de Pacheco que agora busca realinhamento político. A cúpula petista, liderada pelo presidente nacional Gleisi Hoffmann, defende que a escolha seja feita com base em dados concretos para evitar fragmentação da base e garantir competitividade em 2026.
Impacto no cenário político mineiro e nacional
A ausência de um nome forte do PT no pleito estadual mineiro pode enfraquecer a campanha de Lula à reeleição, já que Minas Gerais é um estado estratégico, com 27 milhões de eleitores e histórico de definição de eleições presidenciais. A desistência de Pacheco, que era visto como um candidato natural com ampla aceitação no centro político, abre espaço para que outros partidos da base, como o PSB e o MDB, também lancem pré-candidaturas, o que pode gerar disputas internas e desgaste na aliança governista. Enquanto isso, a oposição, liderada pelo PL e pelo Novo, já articula nomes como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador Cleitinho (Republicanos), que buscam capitalizar a indefinição petista.
O impasse no PT mineiro reflete um cenário mais amplo de fragmentação partidária e dificuldade de construção de palanques regionais para a reeleição de Lula. Em outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, o partido também enfrenta desafios para consolidar candidaturas próprias ou alianças sólidas. A pesquisa interna do PT em Minas Gerais, portanto, não é apenas uma decisão local, mas um termômetro da capacidade de articulação do governo federal para manter sua base coesa em 2026. O resultado deve ser divulgado nas próximas semanas, com a expectativa de que o nome escolhido seja anunciado até o final de janeiro, conforme cronograma interno da legenda.
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