O Ministério do Turismo lançou, em Xangai, na China, a versão em mandarim do Guia de Investimentos em Turismo no Brasil, publicação que reúne uma carteira de projetos avaliada em cerca de US$ 4,5 bilhões. A iniciativa, que ocorre no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026 – celebração dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países –, busca atrair investidores e grupos empresariais chineses para todas as regiões do Brasil, com destaque para áreas como hotelaria, infraestrutura turística, parques, cruzeiros e experiências ligadas ao turismo de natureza.
O material, apresentado durante evento na cidade chinesa, foi elaborado para facilitar o acesso de investidores estrangeiros a oportunidades concretas no setor turístico brasileiro. Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a estratégia mira um dos mercados mais relevantes do turismo global, já que a China figura entre os maiores emissores de turistas do mundo e a presença de viajantes chineses no Brasil tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.
“Falar a língua do nosso parceiro é um gesto de aproximação. O turismo pode ser uma ponte para ampliar negócios, para o intercâmbio cultural e para investimentos de longo prazo”, ressaltou Feliciano durante o lançamento. A publicação em mandarim é parte de um conjunto de ações do governo brasileiro para fortalecer os laços econômicos e culturais com a China, em um momento em que o país asiático busca diversificar seus investimentos no exterior.
Projetos de destaque e impacto regional
Entre os empreendimentos listados no guia, um dos mais emblemáticos é o Polo Turístico Cabo Branco, localizado na Paraíba. Considerado o maior complexo turístico planejado do Nordeste, o polo reúne 35 lotes onde estão sendo construídos resorts, parque aquático, espaços de entretenimento e estabelecimentos comerciais e de serviços. O projeto exemplifica o potencial de atração de investimentos estrangeiros para regiões estratégicas do país, gerando empregos e movimentando economias locais.
A carteira de projetos, que soma US$ 4,5 bilhões, abrange todas as regiões brasileiras, com ênfase em infraestrutura hoteleira, parques temáticos e iniciativas de turismo sustentável. O lançamento do guia em mandarim ocorre em um contexto de crescente interesse de investidores chineses por ativos no Brasil, especialmente nos setores de energia, infraestrutura e turismo. A publicação serve como ferramenta de aproximação comercial, reduzindo barreiras linguísticas e burocráticas para potenciais parceiros.
Panorama político e diplomático
A iniciativa do Ministério do Turismo se insere em um movimento mais amplo de reaproximação entre Brasil e China, que tem se intensificado nos últimos anos. O Ano Cultural Brasil-China 2026 simboliza cinco décadas de relações diplomáticas e inclui uma série de eventos culturais, econômicos e políticos nos dois países. A escolha de Xangai como palco do lançamento não é casual: a cidade é um dos principais centros financeiros e comerciais da China, com forte presença de investidores e grupos empresariais interessados em mercados emergentes.
O guia em mandarim também reflete a estratégia do governo brasileiro de diversificar as fontes de investimento estrangeiro, reduzindo a dependência de mercados tradicionais como Estados Unidos e Europa. A China, atualmente o maior parceiro comercial do Brasil, tem demonstrado interesse crescente em setores como turismo, infraestrutura e tecnologia. A publicação, ao detalhar oportunidades em todas as regiões do país, busca atrair capital chinês para projetos que possam impulsionar o desenvolvimento regional e gerar benefícios de longo prazo para a economia brasileira.
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