O governo brasileiro está direcionando esforços para atrair investimentos de empresas chinesas no setor de turismo, como parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a presença de visitantes estrangeiros no país. A iniciativa, revelada em reportagem da Folha de S.Paulo publicada em 6 de fevereiro de 2026, concentra-se em áreas-chave como hotelaria, infraestrutura turística, parques temáticos, cruzeiros e experiências ligadas à natureza, visando não apenas o aumento do fluxo de turistas, mas também a geração de empregos e o desenvolvimento regional.
A movimentação ocorre em um contexto de aproximação diplomática e comercial entre Brasil e China, que já é o principal parceiro comercial do país. O governo brasileiro, sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem buscado diversificar as fontes de investimento estrangeiro, especialmente em setores com potencial de crescimento sustentável. O turismo, que responde por uma parcela significativa do PIB nacional, é visto como uma área estratégica para captar recursos chineses, dado o histórico de grandes investimentos do país asiático em infraestrutura global, como parte da iniciativa do Cinturão e Rota.
Detalhes do Plano e Setores Prioritários
De acordo com a reportagem, o foco principal está em projetos de hotelaria de alto padrão, resorts ecológicos e parques temáticos que possam atrair tanto turistas chineses quanto de outras nacionalidades. A infraestrutura turística, incluindo aeroportos, rodovias e portos, também está na mira, com o objetivo de melhorar a conectividade e a experiência dos visitantes. Além disso, o setor de cruzeiros, que tem crescido na costa brasileira, e as experiências ligadas à natureza, como ecoturismo na Amazônia e no Pantanal, são considerados áreas de alto potencial para parcerias com empresas chinesas.
A estratégia do governo brasileiro não se limita a atrair capital, mas também inclui a transferência de tecnologia e conhecimento, especialmente em áreas como gestão de resorts e operação de parques temáticos. A expectativa é que os investimentos chineses possam gerar milhares de empregos diretos e indiretos, além de impulsionar o turismo interno e externo. O governo também estuda a criação de incentivos fiscais e linhas de crédito específicas para projetos turísticos com participação chinesa, como forma de tornar o país mais competitivo no cenário global.
Panorama Político e Econômico
A busca por investimentos chineses no turismo insere-se em um movimento mais amplo de reorientação da política externa brasileira, que tem priorizado parcerias com países do Sul Global, especialmente a China. Nos últimos anos, o governo brasileiro tem assinado acordos de cooperação em áreas como energia, infraestrutura e tecnologia, e o turismo surge como um novo vetor dessa relação. A medida também reflete a necessidade de diversificar a economia, reduzindo a dependência de commodities e estimulando setores com maior valor agregado.
Especialistas apontam que a iniciativa pode enfrentar desafios, como a burocracia brasileira e a necessidade de garantir segurança jurídica para os investidores estrangeiros. No entanto, o governo tem sinalizado que está disposto a simplificar processos e oferecer garantias, especialmente em projetos de grande porte. A expectativa é que, com a aproximação entre os dois países, o fluxo de turistas chineses para o Brasil possa crescer significativamente nos próximos anos, impulsionado por voos diretos e campanhas de marketing conjuntas.
A reportagem original, publicada pela Folha de S.Paulo em 6 de fevereiro de 2026, destaca que o governo brasileiro já está em negociações avançadas com algumas empresas chinesas, e que os primeiros projetos podem ser anunciados ainda neste semestre. A iniciativa é vista como parte de uma estratégia de longo prazo para posicionar o Brasil como um destino turístico de destaque na América Latina, aproveitando sua rica biodiversidade e diversidade cultural.
Fonte: ver noticia original

